MARINGÁ — João Vitor Domingues Romeiro, de 25 anos, foi preso após matar a médica Gassi Paola de Souza Mazia, de 37 anos, no apartamento dela, em Maringá, no Paraná. Depois do crime, ele permaneceu no local por horas e colocou o filho do casal, um bebê de 8 meses, para dormir antes de deixá-lo próximo ao corpo.
O irmão da vítima foi avisado pela mãe de Romeiro de que ele havia chegado em casa ensanguentado. Ao ir ao apartamento, ouviu o bebê chorando e arrombou a porta, que estava trancada. Gassi foi encontrada caída, com ferimentos provocados por faca. A morte foi constatada pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), e a perícia localizou três facas ao lado do corpo.
Após o homicídio, Romeiro telefonou para uma prima e afirmou que havia matado a ex-companheira. De acordo com o boletim de ocorrência, policiais foram chamados para prestar atendimento médico a ele, que apresentava ferimentos graves no pescoço e no tórax. Testemunhas disseram que o homem havia confessado o crime.
Familiares perguntaram pelo bebê, e Romeiro contou que havia feito o filho dormir e o deixado no apartamento com o corpo. Em declaração registrada no caso, ele disse: “Briguei com Gassi e matei ela”. A defesa informou que ainda analisa o caso e que se manifestará depois.
O Ministério Público do Paraná pediu que a prisão em flagrante fosse convertida em preventiva. O Tribunal de Justiça do Paraná aceitou o pedido. Para o MP, Romeiro não teria aceitado o fim do relacionamento, invadido o apartamento da ex-companheira e cometido o crime. O caso é investigado como feminicídio.
Investigação
Segundo o delegado Adriano Garcia, chefe da Delegacia de Homicídios de Maringá, havia marcas de sangue em diferentes cômodos e facas sujas de sangue no imóvel. Em vídeo publicado nas redes sociais do delegado no último domingo, 6, ele afirmou que Gassi teria sido atingida por ao menos dez golpes de arma branca.
Gassi trabalhava como médica na Unidade Básica de Saúde (UBS) Nova Aliança, em Sarandi, cidade vizinha a Maringá. Em nota de pesar, a prefeitura disse que ela dedicou conhecimento, experiência e compromisso profissional ao cuidado da população. Pessoas que tiveram contato com a médica também publicaram mensagens de solidariedade e homenagens.


