MARINGÁ — A Polícia Civil do Paraná investiga como feminicídio a morte de Gassi Paola de Souza Mazia, médica encontrada sem vida em seu apartamento após ser esfaqueada. O companheiro dela, João Vitor Domingues Romeiro, foi preso em flagrante. O crime ocorreu no sábado, 5, em Maringá, no Paraná.
O casal tinha um bebê de 8 meses, que estava no imóvel quando o corpo foi localizado. Conforme informações da Secretaria da Segurança Pública do Paraná e da Polícia Civil, Gassi e Romeiro mantinham um relacionamento conturbado e haviam reatado havia pouco tempo. Na noite do crime, os dois discutiram, e o homem a esfaqueou. A médica morreu no local.
Romeiro foi detido pela Polícia Militar em Mandaguari, na casa da mãe. Ele permanece sob escolta em um hospital, onde recebe atendimento por ferimentos causados por arma branca. A defesa informou que ainda analisa o caso e se manifestará posteriormente.
Gassi foi enterrada na segunda-feira, 7, às 10h30, no Cemitério Municipal de Maringá.
A médica trabalhava na Unidade Básica de Saúde Nova Aliança, em Sarandi, município vizinho. Formou-se em Medicina pela Universidade do Sul de Santa Catarina, no campus de Tubarão, em 2016. O Conselho Regional de Medicina do Paraná registra a inscrição dela no estado desde fevereiro de 2017; Gassi também tinha registro regular no Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina.
Em nota de pesar, a Prefeitura de Sarandi destacou a dedicação da profissional ao atendimento da população e afirmou que sua contribuição será lembrada “com respeito e gratidão”. Pessoas que conviveram com Gassi no trabalho também publicaram mensagens de solidariedade.
Além da atividade profissional, ela compartilhava nas redes sociais registros da família. No fim do ano passado, publicou imagens ao lado de Romeiro e da gravidez. Mais recentemente, mostrou uma viagem com o bebê e familiares para cidades da Holanda e da Bélgica.
O salão de beleza que frequentava também divulgou uma homenagem. Fagner Gomes, responsável pela publicação, escreveu: “Ela chegava sorrindo, conversava com todo mundo e, com sua risada alta e contagiante, transformava qualquer momento em alegria”.
Casos de violência contra a mulher podem ser denunciados pelo telefone 180.


