GOIÂNIA — A Associação dos Amigos do Residencial Aldeia do Vale (Saalva) apresentou à Prefeitura de Goiânia uma proposta para recuperar e preservar uma área de mata nativa com 488.178,35 metros quadrados, equivalente a aproximadamente 48,8 hectares. O pedido ainda está em análise pela Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan).
O espaço fica ao lado da entrada do Residencial Aldeia do Vale, na Alameda das Sibipirunas, no Sítio de Recreios Mansões Bernardo Sayão. De acordo com a associação, a área abriga animais silvestres, entre eles veados, quatis, macacos, ouriços e diferentes espécies de pássaros.
A proposta prevê a recuperação do alambrado que delimita o local. A estrutura tem diversos pontos danificados, o que permite a entrada de pessoas na área de preservação. Se o pedido for aprovado, a Saalva pretende recompor os trechos comprometidos e reforçar a proteção da mata.
O plano também inclui a avaliação de um engenheiro florestal, responsável por orientar o manejo da vegetação e as medidas de conservação da fauna e da flora. A entidade afirma que não há previsão de construção de edificações no espaço.
Atualmente, a associação realiza o aceiro e a limpeza das áreas laterais que dão acesso ao residencial. Intervenções diretamente na mata, segundo a Saalva, dependem da formalização de uma parceria ou concessão com os órgãos municipais.
O requerimento foi assinado em 16 de setembro e prevê uma cooperação de três anos. Entre as atividades indicadas estão limpeza, retirada de resíduos e entulhos, roçagem, capina, preservação das áreas verdes e podas, quando autorizadas. A proposta contempla ainda a conservação de eventuais vias, calçadas, mobiliário urbano e outras estruturas existentes no local.
A Saalva informa que um grande incêndio atingiu a área em 2025. Segundo a associação, animais silvestres morreram e árvores nativas foram danificadas. A entidade também suspeita que o fogo tenha sido provocado por pessoas que estavam dentro da mata. O episódio, de acordo com a organização, reforçou a necessidade de ações preventivas e de recuperação.
A Seplan informou que o requerimento representa apenas uma proposta de adesão ao programa Adote uma Praça e não significa que a adoção tenha sido aprovada. A secretaria disse ainda que não há previsão para o fim da análise. A divisão de responsabilidades entre a Prefeitura e a associação só será definida após a avaliação do pedido e eventual formalização da cooperação.


