BURITI ALEGRE — O uso de um sonar de última geração ajudou o Corpo de Bombeiros a definir os pontos de mergulho que levaram à localização, na manhã deste domingo (20), do corpo do menino de 4 anos desaparecido no Lago das Brisas, em Buriti Alegre, na região Sul de Goiás.
A criança foi encontrada por volta das 10h, depois que as equipes retomaram os trabalhos interrompidos durante a noite de sábado (19) por questões de segurança. A operação reuniu mergulhadores de Itumbiara e Goiânia e contou com duas embarcações, equipamentos autônomos de mergulho, GPS e o sonar usado para ampliar a área de varredura.
As condições do lago dificultaram a atuação dos bombeiros. Em alguns trechos, a profundidade chega a 20 metros. A concentração de sedimentos no fundo reduzia praticamente a zero a visibilidade durante os mergulhos, enquanto galhadas e estruturas submersas atrapalhavam o deslocamento. Também não havia uma coordenada exata indicando o ponto onde pai e filho teriam afundado.
O menino caiu na água no fim da tarde de sexta-feira (18), junto com o pai, Fagner de Lima Oliveira, de 32 anos, depois que a canoa em que estavam perdeu o controle. Testemunhas disseram aos bombeiros que os dois desapareceram logo após caírem no lago. O homem foi encontrado morto na manhã de sábado, a cerca de 20 metros de profundidade.
Acidente com a canoa
Conforme informações repassadas ao Corpo de Bombeiros, nenhum dos dois usava colete salva-vidas. A causa da perda de controle da embarcação ainda não foi esclarecida.
Fagner era pastor de uma igreja evangélica e trabalhava com a manutenção de flutuante no lago. Familiares informaram que ele conhecia a região e fazia o trajeto com frequência.


