O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), homologou nesta quarta-feira (9) a delação premiada de Antonio Carlos Freixo Junior, conhecido como “Mineiro”. Ele é proprietário da Entre Investimentos, empresa responsável por repasses ao filme “Dark Horse”, sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro.
De acordo com o acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto, o empresário declarou que gerava dinheiro vivo para a equipe do banqueiro Daniel Vorcaro. Os valores, segundo o relato, eram transportados em malas e destinados ao pagamento de propina.
Freixo Junior afirmou que quantias entre R$ 1 milhão e R$ 1,5 milhão eram entregues a Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro, e aos motoristas dos dois. O pedido para os repasses ao filme teria partido do senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
Recursos enviados aos Estados Unidos
O empresário também relatou sete transferências ao fundo Havengate, nos Estados Unidos, realizadas entre janeiro e setembro de 2025. Os envios somaram US$ 12,333 milhões, equivalentes a R$ 63 milhões pela cotação da época. A administração do fundo era atribuída a Paulo Calixto, advogado de Eduardo Bolsonaro (PL-SP) nos Estados Unidos.
Segundo o delator, a previsão inicial era remeter US$ 24 milhões, cerca de R$ 120 milhões. Ele afirmou ainda manter uma conta conjunta com Vorcaro para despesas de interesse do banqueiro e entregou comprovantes de operações de câmbio e documentos relativos a recursos enviados ao exterior.


