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Temporal deixa quase 1 milhão de imóveis sem energia e causa mortes no Rio Grande do Sul

Vendavais de até 150 km/h provocaram desabamentos, desaparecimentos, bloqueios em rodovias e alagamentos no Sul do país.

Temporal deixa quase 1 milhão de imóveis sem energia e causa mortes no Rio Grande do Sul
Foto: Eduardo Rodrigues/Agência Pixel

Tempestades severas, ventos fortes e granizo provocaram estragos no Rio Grande do Sul nos últimos dias. Até as 5h desta segunda-feira, 21, 969,4 mil casas estavam sem energia. Às 13h, cerca de 623 mil clientes ainda permaneciam sem fornecimento no estado.

Em Pelotas, um prédio desabou parcialmente na rua Marcílio Dias, na altura da rua Doutor Amarante, informou a Defesa Civil municipal. Um homem ficou gravemente ferido depois de subir ao telhado para fazer um reparo durante o vendaval. Ele foi levado a um hospital, mas não havia atualização sobre seu estado de saúde.

Em Caxias do Sul, a Defesa Civil do Rio Grande do Sul informou que quatro pessoas estavam desaparecidas. No bairro Parada Cristal, uma enxurrada arrastou um veículo. Um homem foi resgatado, mas continuavam desaparecidos um adolescente de 13 anos, uma criança de 4 e uma mulher de 43.

Outro homem desapareceu no bairro De Lazzer enquanto fazia a limpeza de uma galeria. Ele teria sido arrastado pela água.

Energia e circulação

A CEEE Equatorial, responsável pelo fornecimento em parte do estado, incluindo Porto Alegre, informou que atuava para restabelecer o serviço depois de rajadas de até 115 km/h atingirem sua área de cobertura. Cerca de 588 mil clientes estavam sem luz às 5h desta segunda-feira; às 13h, o número havia caído para 442,7 mil.

A CPFL RGE, que atende parte do interior do Rio Grande do Sul, registrou 381,4 mil clientes sem energia às 5h. Até a publicação das informações, o número havia recuado para 189 mil.

Seis rodovias federais e cinco estaduais tinham trechos interditados total ou parcialmente após a queda de árvores. Em Porto Alegre, a Empresa Pública de Transporte e Circulação contabilizava, até as 13h, 90 ocorrências ligadas à instabilidade climática: 41 ainda eram atendidas e 49 já haviam sido encerradas.

Seis vias estavam totalmente bloqueadas e 12 tinham interdição parcial por causa de árvores, galhos, fios e postes. A chuva e os ventos também afetaram 20 semáforos: 17 estavam sem funcionar e três operavam em amarelo piscante. Equipes da EPTC e de outros órgãos municipais permaneciam mobilizadas para liberar as vias e normalizar o trânsito.

Alagamentos em Santa Catarina

Em Santa Catarina, alagamentos foram registrados por volta das 6h desta segunda-feira nos municípios litorâneos de Jaguaruna, Imbituba e Laguna, após uma elevação súbita do nível do mar. A Defesa Civil estadual relatou danos em vias, edificações e barcos arrastados pela água.

O órgão atribuiu os alagamentos costeiros a um tsunami meteorológico, associado a alterações bruscas na pressão atmosférica e à atuação de ventos intensos sobre o mar. O fenômeno pode elevar rápida e temporariamente o nível do oceano e não está relacionado a terremotos.

De acordo com a MetSul Meteorologia, os ventos chegaram a entre 70 km/h e 100 km/h em diferentes regiões. Rajadas de 120 km/h a 150 km/h foram registradas em pontos isolados. A força do vento tirou estações meteorológicas de operação e reduziu a disponibilidade de registros. O alerta para condições adversas permanecia ao longo desta segunda-feira, 21.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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