Gabriel Azevedo (MDB) e Mateus Simões (PSD) trocaram críticas durante debate na TV Alterosa nesta sexta-feira (18), ao discutirem medidas de combate ao crime organizado em Minas Gerais. Gabriel afirmou que não repetirá iniciativas adotadas pelo atual governador e classificou como midiática a participação de Simões, vestido como policial, em uma operação.
O candidato do MDB também declarou que cumprirá eventuais acordos firmados com a Polícia Militar e a Polícia Civil. Para ele, o descumprimento desse tipo de compromisso pode levar a uma atuação baseada na estrita legalidade, sem proatividade das forças de segurança.
Gabriel apresentou como prioridade o controle da atuação de facções nos presídios do estado. Ele afirmou que pretende impedir que as unidades prisionais funcionem como escritórios de grupos criminosos e questionou quantos estabelecimentos contam atualmente com bloqueadores de celular e equipamentos de raio-x. Na avaliação dele, a entrada de aparelhos ocorre com facilidade e a Polícia Penal enfrenta dificuldades.
Propostas de Mateus Simões
Simões respondeu que havia apresentado, naquela manhã, um projeto de lei para encerrar benefícios fiscais em Minas Gerais. O governador disse que os recursos poderiam ser destinados a outras finalidades, considerando o risco de perda de empregos.
Em seguida, afirmou que Gabriel não havia respondido à questão sobre o crime organizado. O candidato do PSD defendeu o uso de inteligência e tecnologia e prometeu implementar o chamado Escudo Mineiro, sistema que, segundo ele, identificaria placas e rostos de pessoas e veículos entrando ou saindo do estado.
A proposta foi apresentada como forma de controlar cargas, veículos furtados e pessoas suspeitas ou procuradas. Simões afirmou que o objetivo é evitar deslocamentos sem identificação pelas divisas de Minas Gerais.
Na área de proteção às mulheres, o governador disse que pretende ampliar a Patrulha da Maria da Penha para todas as cidades e abrir mais 50 delegacias de apoio à mulher.


