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Última tarde de Iran Peixoto com amiga ganhou sentido de despedida

Vanessa Setúbal conta que esteve com o capitão de cabotagem na última terça-feira, sem saber que aquele seria um dos últimos encontros dos dois.

Última tarde de Iran Peixoto com amiga ganhou sentido de despedida
Foto: Arquivo pessoal

A tarde passada por Vanessa Setúbal ao lado de Iran Peixoto na última terça-feira se tornou uma lembrança central após a morte do amigo, vítima de um mal súbito em um restaurante de um shopping da cidade. Eles foram ao shopping, conversaram e riram, sem imaginar que aquele encontro teria significado de despedida.

Vanessa contou que só depois da morte percebeu a dimensão daquele momento. “Naquele momento, eu jamais poderia imaginar que estava vivendo uma das nossas últimas tardes”, afirmou. Para ela, o encontro acabou preservando gestos de proximidade que marcaram a relação dos dois: abraços, conversas, risadas e carinho.

A amizade começou quando Vanessa tinha 13 anos, durante ações voluntárias das quais ambos participavam. A relação se estendeu por 20 anos e incluiu viagens, conquistas, períodos difíceis e a convivência cotidiana. Profissional de Relações Públicas, Vanessa, de 33 anos, dizia considerar Iran um irmão de coração.

Um episódio lembrado por ela ocorreu na própria formatura. Iran trabalhava em alto-mar e, inicialmente, não teria folga para participar da cerimônia. Para conseguir comparecer, trabalhou uma semana a mais e trocou a escala com um colega. Vanessa não sabia que ele chegaria e foi surpreendida quando o amigo apareceu na colação de grau.

Mais tarde, ela viajou ao Rio de Janeiro para acompanhar a formatura de Iran como Capitão de Cabotagem. Vanessa descreveu a felicidade dele naquele momento e disse ter testemunhado uma conquista importante de sua trajetória.

Iran também era procurado pelos amigos quando precisavam conversar ou pedir um conselho. Segundo Vanessa, ele gostava de estar perto da família e dos amigos e demonstrava esse afeto por meio das atitudes. Entre os momentos de diversão estava o karaokê.

Ao recordar a convivência, Vanessa destacou a presença constante do amigo nos períodos bons e difíceis. A última tarde juntos, marcada por conversa e descontração, passou a representar para ela uma despedida que não sabia estar vivendo. “Talvez a vida tenha me dado um presente imenso… a oportunidade de estar ao lado dele”, disse.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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