A Disney iniciou uma nova rodada de demissões que deve atingir cerca de 200 funcionários, sobretudo nas áreas de tecnologia e recursos humanos. A medida ocorre durante a gestão do CEO Josh D’Amaro, que assumiu o cargo em março, no lugar de Bob Iger, e mantém o esforço da companhia para reduzir custos.
As divisões de televisão e cinema não foram incluídas nesta etapa. A Disney Entertainment Television deve passar por uma reestruturação sob o comando de Debra O’Connell, mas não foi abrangida pelos cortes atuais. O estúdio cinematográfico da empresa também foi poupado.
A possibilidade de novas dispensas já era discutida internamente desde 18 de setembro. Naquele dia, Horacio Gutierrez, diretor jurídico e de Assuntos Globais da Disney, enviou um memorando aos funcionários de sua divisão. O documento mencionava “decisões difíceis” relacionadas aos investimentos em pessoal e dizia que o departamento se tornaria “uma organização muito menor”.
Gutierrez também descreveu um processo de transformação com automação de determinados fluxos de trabalho por meio de novas tecnologias. A nova rodada ocorre pouco depois de a empresa oferecer aposentadoria voluntária antecipada a funcionários em cargos de diretor ou superiores. Para aderir ao programa, era necessário ter pelo menos 50 anos e estar na Disney havia uma década ou mais. O período de espera para os participantes terminou no último fim de semana.
Histórico recente de cortes
Desde que D’Amaro assumiu a posição de CEO, a Disney passou por outros ciclos de demissões. Em abril, aproximadamente mil posições foram eliminadas. Em julho, centenas de vagas foram encerradas, principalmente na Pixar e na National Geographic.
No fim do ano fiscal de 2025, a companhia tinha 231 mil funcionários: 172 mil nos Estados Unidos e 59 mil em outros países. Entre eles, 16% trabalhavam em regime parcial e 8% ocupavam vagas sazonais, em razão das operações de parques e resorts.
Entre 2023 e 2025, cerca de 8 mil funcionários foram demitidos após o retorno de Bob Iger à Disney, em 2022. A empresa calculou uma economia de US$ 7,5 bilhões nesse período. A Disney ainda não informou o número exato de pessoas atingidas pela rodada mais recente nem se haverá novos cortes nos próximos meses.



