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Festival do Rio 2026 reúne curtas sobre memória, desejo e transformação

Programação brasileira atravessa histórias de São Paulo, do subúrbio carioca, de Belo Horizonte e de paisagens marcadas por mudanças sociais.

Festival do Rio 2026 reúne curtas sobre memória, desejo e transformação

O Festival do Rio 2026 terá uma programação de curtas-metragens brasileiros marcada pela variedade de personagens, territórios e conflitos. As sinopses percorrem relações familiares, experiências de pessoas indígenas e não binárias, questões ambientais, imigração, envelhecimento e os efeitos da passagem do tempo.

Territórios em transformação

Em Belo Horizonte, Nilson trabalha como guia do Aquário e é atingido pelas inundações provocadas pelas chuvas torrenciais nas bacias do Rio Arrudas. O cenário também aparece em uma história ambientada em 2040, na Lagoa de Messejana, onde um casal de garças procura um espaço para construir o ninho enquanto trabalhadores e máquinas se aproximam.

A cidade de São Paulo surge em diferentes registros. Theo atravessa a noite para tentar salvar um gato ferido após uma brincadeira com laser, enquanto a culpa e a paranoia alteram sua percepção da cidade. Em outra trama, três amigas acordam depois de uma noite em um bar no extremo sul paulista e percebem que uma delas não voltou. Já Iracema, mulher indígena, divide a rotina entre o trabalho em um centro de reciclagem e sonhos nos quais conversa com uma floresta misteriosa.

Memória, família e ancestralidade

Após a morte do pai, Alessandra descobre que herdou parte de um sítio e aceita conhecer Cora, a filha legítima. O encontro desestabiliza as imagens que as duas mantinham uma da outra. Em outra narrativa, Dalva começa a ouvir ruídos na casa onde sempre viveu depois que a filha se muda. Um filho desgarrado, por sua vez, é salvo por uma força ancestral que acreditava ter abandonado.

As tradições indígenas Wapixana orientam “Duwid Tuminzik – Makunaima é Duwid?”, que propõe uma reflexão sobre Macunaíma, personagem de Mário de Andrade, e suas raízes indígenas. Também há a história de uma menina dos anos 90 submetida a medicação até se tornar a criança comportada exigida pela igreja; para recuperar a filha que conhecia, a mãe precisa confrontar a congregação, a família e Deus.

Desejo, trabalho e reinvenção

A seleção inclui um musical sobre Zito, diagnosticado com demência, e seus companheiros Morfeu e Caronte, um trisal de idosos gays diante da proximidade da morte. Há ainda um jovem não binário enfrentando o primeiro dia de trabalho em uma casa de festas voltada a celebrações sobre o sexo de bebês. Amon, pessoa surda que ajuda a mãe a administrar um hotel, sente uma ligação imediata com Roberto, novo entregador de água, enquanto Daniella, sua melhor amiga, se apaixona por ele.

Outras histórias acompanham Dona Carlota, líder de um time de futebol feminino do subúrbio carioca nos anos 1940; Manoel, taxista que encontra um objeto capaz de abalar seu imaginário e sua masculinidade durante o Carnaval; Julio, imigrante nos Estados Unidos que trabalha na limpeza de um hospital e tenta se manter sóbrio; Filipa, jovem jóquei que substitui o irmão machucado em uma corrida; e Mira, que sonha em ser caminhoneira enquanto enfrenta as mudanças em seu corpo e o olhar dos outros.

A programação também apresenta Isadora, que se prepara para conquistar seu lugar no mundo, e uma equipe de filmagem contratada para registrar o primeiro dia de trabalho de uma pessoa jovem e não binária. Juntas, as sinopses apresentam diferentes formas de lidar com pertencimento, identidade, perda e mudança.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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