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“A Igreja do Diabo” retoma em outubro a sátira moral de Machado nos palcos de São Paulo

Musical de Guilherme Gila volta ao Teatro Estúdio com Edyelle Brandão no papel da Diaba e elenco renovado para curta temporada.

“A Igreja do Diabo” retoma em outubro a sátira moral de Machado nos palcos de São Paulo

A nova temporada de A Igreja do Diabo – Um Musical Imoral e Hilário coloca novamente em cena a personagem que transforma a maldade em princípio religioso. Edyelle Brandão retorna como a Diaba, ao lado de Giovana Brandão, Olivia Lopes, Raphael Mota, Aron Luiz e Rupa Figueira, em uma curta temporada de outubro no Teatro Estúdio.

Na montagem, a protagonista cria uma religião própria e atrai seguidores com uma doutrina que incentiva a prática de maldades. Ser uma boa pessoa passa a ser tratado como o maior dos defeitos. Os novos fiéis recebem os chamados “sete ditados capitais” e começam a aplicar as regras, até que a natureza humana revela contradições que escapam a qualquer sistema moral.

Da sátira machadiana ao musical pop

Escrito, dirigido e musicado por Guilherme Gila, o espetáculo parte do conto homônimo de Machado de Assis para abordar virtude, vício, desejo, hipocrisia e comportamento social. Publicado originalmente no século XIX e reunido posteriormente em Histórias sem Data, de 1884, o conto apresenta o Diabo como fundador de uma igreja criada para organizar seu ofício por meio de regras e doutrina.

A adaptação desloca essa provocação para o presente sem reproduzir literalmente o universo do século XIX. Humor, filosofia moral, música pop brasileira e coreografias de linguagem queer aproximam as questões do texto machadiano do público contemporâneo. A montagem também dialoga com expressões artísticas protagonizadas por mulheres, pessoas pretas e integrantes da comunidade LGBTQ+, grupos submetidos historicamente a diferentes formas de julgamento moral sobre seus corpos, comportamentos e manifestações artísticas.

Música, dança e comicidade estruturam a abordagem de uma sociedade que define o que considera moral ou imoral. A proposta transforma a discussão filosófica em uma comédia pop brasileira sobre os limites da virtude e a dificuldade de seguir integralmente qualquer doutrina.

Reconhecimento e equipe

A produção da A Casa que Fala estreou em São Paulo em 2023 e recebeu mais de dez indicações a prêmios do teatro e do humor. Entre os reconhecimentos estão Melhor Musical Off no Prêmio Bibi Ferreira e Dramaturgia Original para Guilherme Gila no Prêmio Destaque Imprensa Digital. A montagem também conquistou Melhor Musical Off e Atriz Revelação para Edyelle Brandão nos Destaques do Ano de Miguel Arcanjo Prado.

No Prêmio PRIO de Humor, Edyelle foi indicada na categoria Melhor Performance, enquanto a produção concorreu pelo trabalho de concepção e realização do musical independente.

Gila responde pela direção geral, dramaturgia e músicas. A direção musical é de Samir Alves, e Gabriella Medeiros assina as coreografias. A cenografia é de Laís Damato; a cenotécnica, de Isis Patacho; o desenho do vitral, de Pietro Di Pompeii; o desenho de luz, de Fran Barros; e os figurinos, de Graziela Bastos. Rebeca Reis é responsável pela produção executiva, Dan Maschio pela identidade visual e Anne Beatriz pelas artes gráficas.

O trabalho marca mais um contato de Gila com Machado de Assis no teatro musical. O artista também dirige musicalmente, compõe e escreve as letras de Dom Casmurro, adaptação do clássico machadiano para os palcos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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