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Musical conduz memória de Paulo Gustavo entre humor, drama e legado artístico

Montagem criada por Déa Lúcia e Ju Amaral percorre a formação do comediante e combina cenários móveis, música, humor e emoção.

Musical conduz memória de Paulo Gustavo entre humor, drama e legado artístico

‘Meu Filho é um Musical’ acompanha a trajetória de Paulo Gustavo a partir de sua formação pessoal e artística, dos conflitos da adolescência à descoberta de uma vocação para os palcos. Idealizada por Déa Lúcia e Ju Amaral, mãe e irmã do comediante, a montagem transforma memórias familiares e episódios da carreira em uma narrativa musical de grande escala.

Uma trajetória em movimento

Pierre Baitelli interpreta Paulo Gustavo em uma encenação que percorre momentos como a expulsão do colégio, as festas noturnas, a viagem aos Estados Unidos e as tentativas de concluir diferentes cursos. A história também passa pelo primeiro amor, pela compreensão de sua identidade como homem gay e pelas dificuldades profissionais e pessoais que marcaram seu caminho.

A presença de Déa Lúcia é representada por Stella Maria Rodrigues. O espetáculo associa a trajetória da mãe, que se apresentava como cantora, à influência exercida sobre o interesse do filho pela arte. João Fonseca divide com Ju Amaral a condução do projeto, concebido a partir de um desejo manifestado por Paulo Gustavo.

A cenografia utiliza estruturas móveis para alterar o espaço da ação e acompanha uma linguagem que combina referências à memória afetiva e elementos contemporâneos. A montagem também incorpora as Musas da mitologia grega e Beyoncé, artista admirada por Paulo Gustavo e que prestou homenagem a ele após sua morte.

Humor, perda e permanência

Com três horas de duração, o musical alterna comédia e drama sem abandonar o percurso biográfico do protagonista. O encerramento se aproxima da morte do artista e desloca a narrativa para uma reflexão sobre a passagem do tempo e o legado que cada pessoa pretende construir em vida.

Baitelli concentra momentos de humor nas situações vividas por Paulo Gustavo e conduz a mudança de tom do espetáculo em sua parte final. Stella Maria Rodrigues também ganha destaque na composição de Déa Lúcia.

O elenco inclui Castorino como Juju, irmã de Paulo Gustavo; Thiago Voltolini no papel de Fábio Porchat; Josie Antello como Iesa, irmã de Déa Lúcia; e Lucas Colombo como Thales, personagem que estabelece uma relação de proximidade cênica com o protagonista.

A montagem chega à capital paulista depois de uma temporada no Rio de Janeiro e coincide com o vigésimo aniversário de ‘Minha Mãe é uma Peça’, monólogo que originou a trilogia cinematográfica centrada em Dona Hermínia. A peça também retoma a marca deixada por Paulo Gustavo na comédia brasileira por meio de suas obras, entre elas a franquia ‘Minha Mãe é uma Peça’ e a sitcom ‘Vai Que Cola’.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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