A Neon adquiriu os direitos de distribuição de Artificial, filme dirigido por Luca Guadagnino sobre a crise que atingiu a OpenAI em 2023. A empresa já divulgou o primeiro teaser e programou a estreia nos Estados Unidos para 25 de dezembro, depois de uma apresentação no Festival de Cinema de Nova York.
O longa era produzido para a Amazon MGM Studios e estava praticamente concluído quando o estúdio deixou de conduzir seu lançamento. A mudança ocorreu poucos meses depois de a Amazon anunciar uma parceria plurianual em nuvem com a OpenAI, que incluía um investimento de US$ 50 bilhões e a ampliação do uso da infraestrutura da AWS pela empresa de inteligência artificial.
A Amazon não afirmou que a relação comercial com a OpenAI tenha provocado a decisão. Em posicionamento oficial, o estúdio disse acreditar que o projeto seria “melhor atendido” caso fosse lançado por outra companhia e informou que trabalharia com os realizadores na busca por um novo distribuidor. A proximidade entre os anúncios, porém, levantou questionamentos.
A crise retratada no filme
A história acompanha a turbulência provocada pelo afastamento de Sam Altman do comando da OpenAI e seu retorno poucos dias depois. Andrew Garfield interpreta Altman, enquanto Yura Borisov vive Ilya Sutskever. Ike Barinholtz aparece como Elon Musk.
O elenco também inclui Cooper Hoffman e Jason Schwartzman. Nas exibições de teste, Borisov é apontado como um dos principais destaques no papel de Sutskever, descrito como o idealista da operação e como o personagem que “mais sofreu” na história real.
Escrito por Simon Rich, de Saturday Night Live, o filme adota um tom satírico e diálogos densos, diferente dos dramas anteriores de Guadagnino. A produção tem orçamento de US$ 40 milhões, duração aproximada de 2h30 e se concentra nos conflitos de ego e nos dilemas éticos da indústria de inteligência artificial.
O lançamento acontece em um período de ebulição em torno do confronto judicial entre os magnatas, cujo término estava previsto para este mês. Fontes citadas na produção indicam que nem Altman nem Musk são retratados de maneira simpática na trama.



