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Taylor Swift transforma crise de imagem em laboratório pop em Reputation

O sexto álbum de estúdio da cantora combina electro-pop, synth-pop, trap, R&B, pop e hip-hop em uma narrativa de reinvenção.

Taylor Swift transforma crise de imagem em laboratório pop em Reputation

A mistura de gêneros é a principal chave de leitura para Reputation, sexto álbum de estúdio de Taylor Swift. Lançado depois de um período de exposição pública intensa, o disco combina electro-pop, synth-pop, trap, R&B, pop e hip-hop enquanto reposiciona a imagem da cantora por meio de uma persona associada às acusações e aos julgamentos que enfrentava.

O projeto foi concebido durante o hiato de Swift em 2016 e 2017, após a cantora ganhar manchetes no mundo inteiro com sua segunda vitória na categoria de Álbum do Ano no Grammy Awards. O escrutínio dos tabloides atravessa as quinze faixas do álbum, organizadas em uma narrativa linear e marcadas pela acidez, pela ironia e pela tentativa de retomar o controle sobre a própria imagem.

Uma reinvenção guiada pela produção

A abertura dessa fase veio com “Look What You Made Me Do”, single que apresentou uma nova identidade visual e sonora. Apoiada no electro-pop e no synth-pop, a faixa alcançou o primeiro lugar nas paradas mundiais, incluindo a Hot 100 da Billboard, e foi acompanhada por um videoclipe que estabeleceu os primeiros elementos da era.

A canção também condensa a mudança de persona assumida por Swift: “I’m sorry, the old Taylor can’t come to the phone right now. Why? Oh– ‘Cause she’s dead”. A frase resume a disposição do álbum para transformar a imagem construída sobre a artista em matéria de criação.

Max Martin, Shellback e Jack Antonoff estão entre os nomes associados à produção. Em “End Game”, Swift se junta a Ed Sheeran e Future numa combinação de boom bap e pop-rap. “…Ready For It?” investe em sintetizadores pulsantes; “Delicate” trabalha uma produção etérea; e “Don’t Blame Me” incorpora traços gospel em uma das faixas de maior destaque do conjunto.

Entre fórmulas e excessos

A experimentação não elimina os desequilíbrios do disco. Algumas inflexões líricas se afastam da criatividade reconhecida em outros trabalhos de Swift, enquanto determinados trechos da produção recaem em repetições. “Gorgeous” e “King of My Heart” aparecem como faixas apoiadas em soluções convencionais, aquém de realizações anteriores da cantora.

Em sentido contrário, “I Did Something Bad” e “Getaway Car” aproximam-se ao remodelar fórmulas pop para produzir uma expressividade emocional catártica. O resultado é um álbum que, quase uma década depois do lançamento, pode ser observado para além do período de escrutínio público que o originou.

Reputation permanece como um registro da capacidade de Swift de encontrar material artístico em meio à crise de imagem. Também funciona como uma declaração que influenciou os passos seguintes de sua carreira, ao transformar a reinvenção em eixo de sua linguagem musical.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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