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Gessinger diz que imagens marcantes tiraram espaço da imaginação na música

Em entrevista ao canal Paranoid, o vocalista dos Engenheiros do Hawaii criticou a associação obrigatória entre canções e videoclipes.

Humberto Gessinger relacionou a força visual de certos videoclipes à dificuldade de ouvir uma música sem recuperar mentalmente as imagens associadas a ela. O vocalista e compositor dos Engenheiros do Hawaii citou “Money for Nothing”, do Dire Straits, como exemplo de uma obra cuja animação em computação gráfica teria reduzido o espaço para a imaginação do ouvinte.

A declaração foi dada em entrevista ao canal Paranoid, durante uma conversa conduzida pelo apresentador Rodrigo sobre discos e canções apresentados de surpresa. Para Gessinger, a combinação entre som e imagem não amplia necessariamente a experiência artística. Na avaliação do músico, acrescentar elementos não significa produzir uma experiência proporcionalmente maior.

“Quando pintou videoclipe, eu odiei”, declarou. Ele classificou aquele período como o pior de sua carreira e afirmou que a exigência de criar uma imagem para cada canção empobreceu a produção musical dos anos 80. A crítica, segundo o próprio artista, não se limita a uma preferência pessoal: está ligada à maneira como ele entende o funcionamento da arte.

A imagem que permanece

Gessinger afirmou que o clipe de “Money for Nothing” se tornou tão marcante que passou a interferir na escuta da faixa. A animação, que utilizava computação gráfica, virou um marco da MTV em 1985. Para o músico, depois de assistir ao vídeo, o ouvinte dificilmente consegue separar a música daquilo que viu.

Em sentido contrário, ele mencionou o Pink Floyd. Gessinger contou que ouvia os discos da banda sem saber como eram os integrantes, sem rosto na capa e sem o nome do grupo estampado. Essa ausência de informações, disse, fazia com que cada ouvinte construísse sozinho as imagens relacionadas à música.

“The Dark Side of the Moon” foi apontado pelo compositor como o disco que abriu essa possibilidade. A mesma resistência à predominância das imagens, acrescentou, ajuda a explicar por que ele está entre as poucas pessoas de sua geração que não veem muita graça em cinema.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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