Cultura com voz
Cinema

Três filmes de países sul-americanos marcam a programação do CineBH

A abertura das mostras competitivas reuniu documentários sobre migração, memória indígena e justiça no CineBH 2026.

Três filmes de países sul-americanos marcam a programação do CineBH

A abertura das mostras competitivas do CineBH 2026 reuniu, na quarta-feira, dia 23 de setembro, três filmes de países sul-americanos em sessões realizadas entre o Palácio das Artes e o Cine Belas Artes. A programação passou por diferentes recortes: a crise migratória em Si Vas para Chile, a busca por justiça em Pele de Rinoceronte e a revitalização de uma língua indígena em Pukem Swa.

No Palácio das Artes, a sala Humberto Mauro recebeu Si Vas para Chile, documentário dirigido por Amilcar Infante e Sebastián González Méndez e selecionado para a mostra competitiva Horizonte. A obra acompanha relatos de imigrantes, muitos deles venezuelanos, combinados a ilustrações panorâmicas e movimentos de imagem.

O filme aborda os desafios ligados à gestão migratória, ao embate cultural, à xenofobia e aos direitos humanos. A narrativa também articula questões de corrupção moral e radicalismo, compondo um recorte sobre pessoas deslocadas de suas identidades e em busca de oportunidades.

Na sequência, o Cine Belas Artes exibiu Pele de Rinoceronte, dirigido por Marcello Ludwig Maia e selecionado para a mostra Vertentes. O longa apresenta duas trajetórias paralelas, ligadas pela luta por justiça depois de um ato violento contra uma mulher.

Ambientada em meados de 1970, a história acompanha Helena, jornalista interpretada por Débora Falabella, e Maria Thereza, advogada criminalista vivida por Naruna Costa. As personagens se aproximam de um caso de assassinato que provoca grande repercussão. O projeto é inspirado no caso Ângela Diniz.

A terceira sessão foi dedicada a Pukem Swa, longa-metragem colombiano dirigido por Samuel Moreno Alvarez e selecionado para a mostra Território. O documentário acompanha momentos cotidianos de uma criança de 10 anos para abordar a importância do legado de seu povo, oriundo dos Andes colombianos.

A obra também trata da língua Chibcha, associada ao povo Muisca e colocada em desuso após a invasão espanhola na América. O filme propõe registrar a descoberta de um pai e seu filho por meio de ensinamentos culturais do passado, em um movimento de retomada de tradições perdidas.

O CineBH continua até o dia 27 de setembro, com mais de 100 filmes de países sul-americanos.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.