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Artistas deixam turnê de Ed Sheeran após retirada de Macklemore

Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e Beoga saíram da agenda depois que Macklemore foi impedido de continuar nos shows nos Estados Unidos.

Artistas deixam turnê de Ed Sheeran após retirada de Macklemore
Foto: PARAS GRIFFIN/GETTY IMAGES NORTH AMERICA/GETTY IMAGES via AFP

A turnê “Loop”, de Ed Sheeran, ficou sem atrações de abertura depois que Macklemore foi retirado das apresentações restantes nos Estados Unidos e outros quatro artistas anunciaram sua saída. A sequência de desligamentos ocorreu após o rapper se manifestar em apoio à causa palestina durante um show em Nova Jersey.

Macklemore se apresentou no MetLife Stadium no dia 4, como atração de abertura de Sheeran. Durante o show, gritou “Free Palestine” e afirmou que queria que os moradores da Faixa de Gaza e da Cisjordânia soubessem que não haviam sido esquecidos.

A manifestação levou o Conselho Israelense-Americano a lançar uma petição pela retirada do rapper da turnê. Em seguida, a Messina Touring Group, promotora responsável pela etapa americana, informou que ele não participaria mais das datas restantes.

A empresa declarou que os locais previstos para os próximos shows não permitiriam a presença de Macklemore no elenco de atrações. Segundo a promotora, a manutenção do rapper poderia provocar o cancelamento da turnê e afetar centenas de milhares de fãs. Ele estava escalado para abrir oito dos dez shows que ainda seriam realizados nos Estados Unidos.

A agenda americana seria retomada em 19 de setembro, na Filadélfia. Entre as cidades cujos locais teriam se oposto à participação do rapper estão Boston, Atlanta, Charlotte, Indianápolis, Dallas e Tampa.

Macklemore e Sheeran se manifestam

Na segunda-feira (14), Macklemore publicou um comunicado no Instagram sobre a saída. O artista rejeitou a ideia de ser tratado como vítima e contrapôs sua situação à dos palestinos: “Eu não sou uma vítima”. Ele afirmou que artistas têm carreiras, dinheiro, oportunidades, segurança e público no mundo todo, enquanto os palestinos enfrentam as consequências da guerra.

Ed Sheeran disse que a retirada foi uma decisão da Messina Touring Group, e não uma determinação sua. O cantor afirmou ter opiniões pessoais sobre o conflito, embora escolha não falar publicamente sobre elas.

A repercussão ocorreu durante a guerra em Gaza. Em junho, um comitê de investigação contratado pela Organização das Nações Unidas afirmou que Israel alvejou crianças deliberadamente na Faixa de Gaza. O documento classificou as práticas identificadas como genocídio, crimes contra a humanidade e crimes de guerra. Segundo o relatório, aproximadamente 30% das 73 mil pessoas mortas na guerra eram crianças, o equivalente a pouco mais de 20 mil vítimas.

Outras saídas

Na terça-feira (15), Finneas, Aaron Rowe, Lukas Graham e a banda Beoga anunciaram que também não fariam os shows de abertura. Com as desistências, todas as atrações previstas para acompanhar Sheeran deixaram a série de concertos, cuja agenda vai até 11 de dezembro.

Finneas, irmão e colaborador musical de Billie Eilish, abriria as apresentações de Sheeran em São Paulo nos dias 5 e 6 de dezembro. A Beoga participaria de parte dos shows em trechos influenciados pela música tradicional irlandesa.

Os quatro artistas associaram suas decisões ao apoio à causa palestina. Finneas escreveu que artistas não devem ser silenciados por se manifestarem contra a opressão. Lukas Graham defendeu a liberdade de expressão sobre guerras e mortes de civis. Aaron Rowe mencionou a história da Irlanda, enquanto a Beoga relacionou sua atuação ao movimento Artistas Irlandeses pela Palestina e à defesa dos direitos palestinos.

Até a publicação, Ed Sheeran não havia comentado a decisão dos demais artistas.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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