Cultura com voz
Cultura

Bienal de São Paulo leva mostra itinerante a Belém até novembro de 2026

Exposição no Museu de Arte de Belém reúne obras de dez artistas, com curadoria de Anna Roberta Goetz e entrada gratuita.

Bienal de São Paulo leva mostra itinerante a Belém até novembro de 2026

A 36ª Bienal de São Paulo será apresentada em Belém entre 25 de setembro e 29 de novembro de 2026, no Museu de Arte de Belém (MABE), instalado no Palácio Antônio Lemos. Com curadoria de Anna Roberta Goetz e cocuradoria de Leonardo Matsuhei, a mostra tem entrada gratuita e integra o programa de itinerâncias da Bienal.

Intitulada “Nem todo viandante anda estradas – Da humanidade como prática”, a exposição reúne trabalhos de Aline Baiana, Ernest Cole, Forensic Architecture/Forensis, Hamedine Kane, Leila Alaoui, Mao Ishikawa, Ming Smith, Sérgio Soarez, Thania Petersen e Wolfgang Tillmans. A arquitetura é de Gisele de Paula.

Entre as obras selecionadas está “Ouro negro é a gente” (2025), de Aline Baiana, produção audiovisual que aborda trabalho, pertencimento e memória a partir do petróleo. Hamedine Kane participa com “Les Ressources – Le Ventre de l'Atlantique” (2025), instalação que apresenta o Atlântico como rota de circulação de mercadorias, corpos e histórias.

A exposição também inclui ampliações de fotografias analógicas de Ming Smith. As imagens transitam entre documentação e experimentação visual e retratam a cena cultural negra norte-americana entre os anos 1970 e 1990.

Relação com Belém

Esta é a terceira vez que Belém recebe uma itinerância da Bienal de São Paulo. Em 2022, a 34ª edição ocupou o Solar da Beira e o Mercado Ver-o-Peso. Em 2024, a 35ª Bienal foi apresentada no Palácio Antônio Lemos.

Para Anna Roberta Goetz, a relação da mostra com Belém passa pela história sociopolítica da cidade. “A água e o ritmo são o fio condutor da exposição”, afirma a curadora, que associa a capital paraense à bacia amazônica e a uma formação histórica ligada à água, com reverberações coloniais e de extração.

Andrea Pinheiro, presidente da Fundação Bienal de São Paulo, relaciona a circulação da mostra à responsabilidade institucional de ampliar o acesso à arte. Michell Durans, Secretário de Cultura de Belém, afirma que a presença da Bienal fortalece o MABE como espaço aberto à cidade, ao diálogo e a novas experiências.

A visitação ocorre de terça a sexta, das 9h às 16h30, e aos sábados e domingos, das 9h às 13h. O endereço é Palácio Antônio Lemos – Praça D. Pedro II, S/N, Cidade Velha, Pará, CEP 66020-240.

Programa de itinerâncias

O programa percorre o Brasil e o exterior ao longo de 2026. Recortes da exposição já foram exibidos em Goiânia, Rio de Janeiro, Curitiba, Santos, Brasília, Santiago, no Chile, Fortaleza, Recife, São José do Rio Preto e Salvador. Também estão previstas aberturas em Berlim, na Alemanha, Belo Horizonte, Vitória e Cidade do México.

Realizadas de forma programática desde 2011, as itinerâncias incluem um eixo educativo com formações para equipes locais, encontros online e presenciais, acompanhamento pedagógico, visitas mediadas, palestras, laboratórios para professores e atividades para estudantes.

A 36ª Bienal foi realizada entre setembro de 2025 e janeiro de 2026 em São Paulo e reuniu 784.399 visitantes. O projeto conta com recursos da Lei de Incentivo à Cultura, do Ministério da Cultura.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.