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FLIPES reúne literatura e cultura popular em São Bento do Sapucaí

A 14ª edição do festival terá nove dias de atividades gratuitas, com escritores, artistas e grupos culturais da Serra da Mantiqueira.

FLIPES reúne literatura e cultura popular em São Bento do Sapucaí
Foto: Flipes/Divulgação

A 14ª Festa Literária do Interior Paulista Eugênia Sereno (FLIPES) ocupa a cidade entre os dias 12 e 20 de setembro com uma programação gratuita que combina literatura, música, cinema, artesanato, gastronomia e manifestações da cultura popular. As atividades serão realizadas em ruas, escolas, biblioteca, espaços culturais e pontos históricos do município.

Cerca de 80% da programação é conduzida por artistas e agentes culturais da própria Mantiqueira. Entre os escritores convidados estão Bel Santos Mayer, Célio Turino, Cris Eich, André Kondo, André Gravatá, Lilia Guerra, Socorro Lira e Lenna Bahule. Grupos culturais, artesãos, produtores e outros artistas da região também participam do festival.

A abertura, no dia 12, terá cortejo da Cia Severina Pinda, contação de histórias, intervenção do Teatro Realejo, exposição e apresentações de poesia. No dia 13, será a vez do Maracatu Mantiqueira, da Folia de Reis, do grupo Sucatas Ambulantes e do Teatro Realejo, além da 4ª Maratona de Histórias, cujo tema é “Contando o Contado”.

Atividades fora do centro

A FLIPES leva parte da programação a escolas rurais de São Bento do Sapucaí. No dia 14, a Cia Tayane Porto fará contações de histórias em unidades da zona rural, destinadas a crianças e adolescentes.

A organização informa que o festival alcança, em média, cinco escolas públicas por edição e recebe pessoas de diferentes idades e municípios da região. A proposta é aproximar a literatura das manifestações tradicionais e reconhecê-las como parte da experiência cultural do território.

Memória, gastronomia e produção regional

Oficinas de bordado e estandarte, apresentações populares, atividades no Casarão da Memória e experiências gastronômicas integram a programação. A Comedoria Literária reúne restaurante, biblioteca comunitária e centro cultural, conectando livros, patrimônio, comida e convivência.

Entre os produtos associados à gastronomia regional estão receitas caipiras, queijos artesanais, azeites, vinhos de altitude e cogumelos. A cada edição, o festival recebe cerca de 2.500 pessoas e, ao longo de sua história, já reuniu mais de 25 mil visitantes. A programação também movimenta turismo, hospedagem, alimentação, comércio e artesanato.

A escritora Eugênia Sereno

O nome da festa remete à trajetória de Benedicta Pereira de Rezende Graciotti, que escreveu sob o pseudônimo Eugênia Sereno. Nascida em São Bento do Sapucaí em 1913, ela foi escritora, professora e pianista.

Seu livro O Pássaro da Escuridão saiu em 1965 pela José Olympio, e a autora recebeu o Prêmio Jabuti de Autora Revelação em 1966. Antes de ganhar reconhecimento literário, Benedicta lecionou em São Bento do Sapucaí, inclusive em comunidades rurais. Depois do casamento com o escritor Mário Graciotti e da mudança para São Paulo, passou a frequentar o ambiente literário como Eugênia Sereno.

A trajetória da escritora vincula a memória local à produção cultural contemporânea do festival, que transforma as ruas, as histórias e os moradores da cidade em elementos de criação artística.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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