SÃO PAULO — O maestro Roberto Tibiriçá morreu neste sábado, 3, aos 72 anos. A causa da morte não foi divulgada. O músico enfrentava um câncer havia ao menos dois anos, conforme as informações divulgadas pelo Theatro Municipal de São Paulo em seu perfil oficial no Instagram.
O velório será realizado no Salão Nobre do Theatro Municipal neste sábado, 3, das 18h às 22h. No domingo, 4, a despedida continua no palco da Sala de Espetáculos, das 8h às 12h. O sepultamento está marcado para as 13h do mesmo dia, no Cemitério São Paulo.
Formação e atuação
A relação de Tibiriçá com a música começou na infância. Aos 5 anos, ele ganhou um piano de brinquedo. Sua mãe era música, e sua avó trabalhava como pianista na época do cinema mudo.
O maestro esteve à frente da Osesp, da Orquestra Sinfônica Brasileira e das orquestras sinfônicas de Minas Gerais e do Paraná, além da Petrobrás Sinfônica. Também regeu, na Venezuela, a Orquestra Simón Bolívar.
Em 2005, assumiu a direção do Instituto Bacarelli e passou a conduzir o projeto que consolidou a Orquestra Sinfônica de Heliópolis. Tibiriçá ocupava a cadeira nº 5 da Academia Brasileira de Música desde 2003 e, desde 2018, era membro honorário da Academia Nacional de Música.
Em 2024, recebeu o título de Doutor por Notório Saber da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Entre os prêmios que recebeu estão o APCA, o Carlos Gomes e a Ordem do Ipiranga.
Em entrevista à Rio TV Câmara, em 2017, o maestro resumiu a importância da profissão: “A regência para mim é tudo, cara. Não é uma coisa de vaidade, é uma coisa de comando.” Entre suas referências, citava Eleazar de Carvalho, Dmitri Shostakovitch, Sergei Rachmaninoff, Serguei Prokofiev e Piotr Ilitch Tchaikovski.
O Theatro Municipal de São Paulo afirmou que o legado de Tibiriçá permanece na música brasileira, nas orquestras que regeu e nas gerações de músicos formadas sob sua influência.



