Roger Waters considera Amused to Death um álbum à altura de alguns dos trabalhos mais celebrados do Pink Floyd. Lançado em 1992, o disco foi apresentado pelo músico como uma obra que merecia ser lembrada ao lado de The Dark Side of the Moon e Wish You Were Here.
Em entrevista de 1999, Waters foi questionado se avaliava o álbum no mesmo nível dos dois clássicos da antiga banda. “Absolutamente. Não acho que haja qualquer dúvida”, respondeu.
O músico também atribuiu a falta de atenção proporcional ao disco ao fato de ele ter sido lançado com seu próprio nome, e não sob a marca do Pink Floyd. “Se aquele disco tivesse Pink Floyd escrito na capa, teria números enormes de vendas”, afirmou.
Crítica e sonoridade
Produzido por Waters e Patrick Leonard, Amused to Death articula uma crítica à transformação da guerra, da violência e do sofrimento em entretenimento televisivo. O trabalho conta ainda com a participação de Jeff Beck, responsável por algumas das guitarras destacadas no álbum.
Antes da gravação, Waters havia dito que, depois de Radio K.A.O.S., pretendia retomar uma abordagem mais orgânica. A proposta era trabalhar com músicos e instrumentos reais, sem permitir que a tecnologia conduzisse o processo. Essa escolha contribuiu para diferenciar a sonoridade de Amused to Death em relação ao disco anterior.
A avaliação de Waters sobre a própria obra é direta: o álbum não seria apenas seu melhor trabalho solo, mas também uma gravação merecedora de reconhecimento ao lado dos discos associados à trajetória do Pink Floyd.


