Bobby Rondinelli descreveu Tony Iommi como um dos músicos mais fáceis com quem já trabalhou. O baterista participou de duas fases próximas do Black Sabbath: gravou o álbum “Cross Purposes”, de 1994, excursionou com a banda e apareceu no registro ao vivo “Cross Purposes Live”, lançado em 1995. No ano seguinte, substituiu Cozy Powell na etapa final da turnê de “Forbidden”, também de 1995.
Em entrevista ao VRP Rocks, Rondinelli destacou a postura do guitarrista e líder do Black Sabbath durante os ensaios. Segundo o baterista, Iommi demonstrava flexibilidade nas decisões musicais e mantinha uma relação tranquila com os integrantes.
“Tony era ótimo. Foi uma das pessoas mais fáceis de se trabalhar em toda a minha vida”, afirmou Rondinelli. O músico também disse que Iommi tinha bom humor e classificou o guitarrista entre os melhores com quem tocou.
Rondinelli associou essa experiência a outro nome importante do rock. “Toquei com dois dos maiores criadores de riffs da história, Tony Iommi e Ritchie Blackmore”, declarou. O baterista integrou o Rainbow no início dos anos 1980 e gravou “Difficult To Cure”, de 1981, e “Straight Between The Eyes”, de 1982.
Nascido em Nova York, o músico chegou a ser considerado para substituir Peter Criss no KISS, mas a vaga ficou com Eric Carr. A ausência de vocais entre suas habilidades pesou na decisão. Em 1983, tocou brevemente com o Aerosmith no lugar de Joey Kramer, que estava doente. No ano seguinte, participou do álbum “Love at First Sting”, do Scorpions.
Nos anos 1980, Rondinelli criou um projeto com o irmão, Teddy, retomado no início do século atual. A dupla lançou dois discos com o sobrenome da família, um com Ray Gillen e outro com Tony Martin nos vocais. Os dois cantores também tiveram passagens pelo Black Sabbath.
Aos 71 anos, Bobby Rondinelli integra a banda do guitarrista alemão Axel Rudi Pell. Sua trajetória ainda inclui trabalhos com Quiet Riot, Sun Red Sun, Riot, Warlock/Doro e Blue Öyster Cult, entre outros.



