A ideia de ter uma estátua em sua homenagem não interessa a Dave Mustaine. Em entrevista à revista britânica Kerrang!, o líder e fundador do Megadeth afirmou que não deseja monumentos, embora reconheça o valor de identificar, em diferentes lugares, pessoas ou obras que tenham feito diferença.
“Não quero que ergam uma estátua minha nem nada do gênero”, disse o músico. Para Mustaine, a maneira como sua trajetória será avaliada pelas futuras gerações deve estar ligada menos à habilidade de tocar rapidamente e mais ao impacto produzido sobre outras pessoas.
O guitarrista também mencionou sua contribuição para músicos mais jovens, especialmente guitarristas e vocalistas. “Gostaria de ser lembrado por fazer o bem a pessoas menos favorecidas, e não apenas como um músico que toca muito rápido”, afirmou.
Da formação ao Megadeth
Nascido em La Mesa, na Califórnia, David Scott Mustaine começou sua trajetória com a banda Panic. Depois do segundo show, o baterista Mike Leftwych e o técnico de som morreram em um acidente de carro. O grupo terminou em 1981.
Na sequência, Mustaine integrou o Metallica, onde permaneceu até 1983. Sua saída ocorreu em meio a problemas com o vício. Ele recebeu créditos por composições dos dois primeiros discos da banda. Apesar de ainda guardar mágoas, sua relação com os ex-colegas é descrita como menos conflituosa do que a disputa entre fãs das duas bandas.
Depois de participar do projeto Fallen Angels, que não prosperou, fundou o Megadeth. A banda se consolidou na cena thrash dos anos 1980 e lançou 17 discos de estúdio, com cerca de 40 milhões de cópias vendidas em todo o mundo. Atualmente, realiza sua turnê de despedida.
Em 1996, Mustaine lançou The Craving, único álbum do MD.45, projeto feito com Lee Ving, vocalista do Fear. Ele também participou de discos do Body Count e do Diamond Head e produziu trabalhos do Sanctuary e do Red Lamb.

