A entrada de Dirk Verbeuren no Megadeth, em 2016, encerrou um ciclo de 12 anos no Soilwork. O baterista belga afirma que a decisão profissional foi clara, mas que abandonar o grupo com o qual havia construído uma relação próxima foi doloroso.
Antes de se tornar integrante efetivo do Soilwork, Verbeuren atuava como músico de estúdio. Ele também fazia parte do Scarve e preferiu adiar a proposta inicial porque a banda começava a ganhar espaço. “Por isso, continuei como músico de estúdio por cerca de um ano e meio”, disse em entrevista ao Classic Rock History.
A definição veio no verão de 2005, quando os integrantes do Soilwork pediram que ele decidisse se permaneceria na formação. Naquele momento, o grupo já havia lançado o álbum “Stabbing the Drama” e avançava especialmente nos Estados Unidos. Verbeuren então passou a integrar a banda em tempo integral.
O baterista permaneceu no Soilwork até 2016, período em que acompanhou o lançamento de outros discos e ampliou sua projeção no metal. Foi naquele ano que recebeu o convite para tocar no Megadeth, proposta que decidiu aceitar.
Apesar de considerar a mudança uma oportunidade que precisava abraçar, Verbeuren destacou o vínculo com os antigos colegas e o envolvimento que mantinha com o trabalho da banda. “Foi nessa época que finalmente entrei para a banda em tempo integral”, afirmou ao recordar a transição anterior para o Soilwork.
Os integrantes do grupo, segundo o músico, apoiaram sua escolha e o incentivaram a seguir para o Megadeth. Integrante da banda desde 2016, ele afirmou estar, 10 anos depois, lançando seu segundo álbum com o grupo.
Na mesma entrevista, Verbeuren também falou sobre a reação ao anúncio do fim do Megadeth, feito em 2025.

