A passagem de Gar Samuelson pelo Megadeth durou de 1984 a 1987, mas deixou uma marca que Dirk Verbeuren considera especialmente difícil de reproduzir. Atual baterista da banda, o músico belga apontou Samuelson como o mais complexo de imitar entre os instrumentistas que ocuparam o posto antes dele.
Verbeuren assumiu as baquetas do Megadeth em 2016. Ao comentar o trabalho de seus antecessores, afirmou que passou a respeitá-los ainda mais depois de aprender em detalhes as partes gravadas por cada um. A avaliação, porém, reservou atenção especial a Samuelson, cuja maneira de tocar foi associada à capacidade de criar durante a execução.
“Ele seria o mais difícil de imitar, com certeza”, disse Verbeuren.
Uma execução aberta ao improviso
Na análise do baterista, Samuelson combinava precisão e liberdade. O estilo não seria solto por falta de controle, mas pela forma expressiva como articulava as batidas. Verbeuren também observou que essa característica aparece de modo evidente em “Killing Is My Business”, faixa em que algumas passagens dão a impressão de terem sido definidas no momento da execução.
“Mas não solto no sentido de não ser preciso, e sim no sentido de ser muito expressivo”, afirmou.
Samuelson gravou os dois primeiros discos do Megadeth: “Killing Is My Business… And Business Is Good!”, de 1985, e “Peace Sells… But Who's Buying?”, de 1986. Ele entrou na formação depois da criação do grupo, liderado pelo guitarrista e vocalista Dave Mustaine, em 1983.
Ao longo da história da banda, mais de 15 integrantes passaram pelo quarteto. Antes de Verbeuren, a bateria foi ocupada por Chris Adler, Shawn Drover, Jimmy DeGrasso, Nick Menza e Chuck Behler, além de Samuelson.
Gar Samuelson morreu em 14 de julho de 1999. Mustaine afirmou ter se arrependido de não conseguir se despedir do ex-colega de banda.

