A inclusão de “Skyline Pigeon” foi o principal destaque do primeiro fim de semana do Rock in Rio 2026, na avaliação da consultora de música e cultura pop Carol Prado. A análise foi apresentada em um vídeo no YouTube, no qual ela listou os três momentos positivos e os três micos da primeira leva de shows.
A música não aparece em todos os repertórios de Elton John, mas se aproximou de uma tradição nas apresentações do cantor no Brasil. A popularidade da faixa no país aumentou depois que ela integrou a trilha sonora da novela “Carinhoso”. Para Carol, a escolha teve peso decisivo na avaliação do espetáculo.
O show reuniu 24 músicas e, segundo a consultora, superou a dimensão esperada. Ela também destacou a reação do público e o gesto de incluir uma canção associada à relação do artista com os fãs brasileiros. “Foi histórico”, afirmou.
Na segunda posição entre os destaques apareceu Péricles, que concentrou sua apresentação no repertório da Motown, gravadora americana ligada à formação da black music como é conhecida atualmente. Carol o classificou como um dos melhores cantores de sua geração, talvez o melhor, elogiou a seleção de músicas — que passou por Marvin Gaye e Boyz II Men — e manifestou torcida para que o espetáculo se transforme em turnê.
O terceiro momento positivo foi protagonizado por um fã do Bring Me the Horizon. Ele dividiu o palco com Oli Sykes durante “Pray for Plagues” e aproveitou a participação para se declarar à namorada.
Entre os pontos negativos, Carol colocou em primeiro lugar o telão do Palco Mundo. A estrutura de LED foi ampliada nesta edição e chegou a quase 2.500 metros quadrados. O recurso funcionou em shows como o do Foo Fighters, mas, na avaliação dela, alguns artistas não levaram conteúdos adaptados ao tamanho da tela. Nova Twins e The Hives foram citados como exemplos.
O Capital Inicial ficou em segundo lugar entre os micos por repetir o formato habitual, com a participação de Dado Villa-Lobos, a homenagem a Renato Russo e discursos de Dinho Ouro Preto iguais aos apresentados no The Town 2025. O Sepultura apareceu em terceiro: durante a turnê de despedida, a banda montou um repertório restrito à fase de Derrick Green, vocalista desde 1998. Assim, ficaram fora “Arise”, “Chaos A.D.”, “Roots” e “Roots Bloody Roots”, associados à era de Max Cavalera. “Tá na hora de mudar o disco”, disse Carol sobre o Capital Inicial.


