A disputa judicial entre o espólio de Brent Hinds e o Mastodon envolve, principalmente, o direito de o músico — e agora de seus herdeiros — participar das receitas de produtos licenciados da banda. A família sustenta que esse direito não terminou com o desligamento do guitarrista e vocalista do grupo.
Brent Hinds foi desligado do Mastodon em março do ano passado. Cinco meses depois, morreu em um acidente de trânsito em Atlanta, nos Estados Unidos, antes que fossem concluídos os procedimentos para avaliar e separar os interesses que mantinha em entidades pertencentes aos membros fundadores da banda. De acordo com o comunicado divulgado pelos representantes do espólio, ele não havia recebido compensação por esses interesses.
A manifestação também contesta a forma como o caso vem sendo apresentado no debate público. A família afirma que a ação não se resume à inclusão da imagem de Brent na arte do novo álbum do Mastodon nem à busca por um ganho financeiro inesperado.
Uso da imagem
Os integrantes remanescentes dizem que Brent não participou do novo disco, mas o espólio afirma que a banda utilizou uma imagem reconhecível do músico para promovê-lo sem autorização. O álbum de estúdio, intitulado “Marrow Deep”, foi lançado recentemente.
Para os representantes da família, a escolha da imagem indica que Brent continua associado comercialmente à marca Mastodon mesmo depois de sua saída e de sua morte. A nota questiona a possibilidade de o grupo recorrer à identidade do músico em ações de divulgação e, ao mesmo tempo, rejeitar a relevância de suas contribuições no cálculo dos interesses econômicos.
“Não é disso que trata o caso”, diz o comunicado, ao rejeitar a interpretação de que o processo seja apenas uma tentativa de obter dinheiro a partir do uso da imagem de Brent. O Mastodon nega veementemente as acusações e critica a utilização da imagem do ex-colega na disputa.



