Dave Mustaine afirma que o câncer na garganta, diagnosticado em 2019, alterou sua maneira de encarar a própria vida. A experiência é o eixo de In My Darkest Hour, livro com lançamento previsto para 24 de setembro.
Em um trecho da obra, o guitarrista e vocalista do Megadeth recorda o medo e a vulnerabilidade vividos durante o tratamento. O músico também ressalta a importância que passou a atribuir às interações positivas antes, durante e depois do período de cuidados.
“Medo e ansiedade são reações perfeitamente normais e aceitáveis”, escreveu Mustaine. Para ele, pessoas que enfrentam um câncer podem reagir com temor diante da doença, sem que isso represente uma fraqueza.
Uma mudança de perspectiva
O artista relaciona a transformação pessoal à passagem do tempo. Ao lembrar o primeiro livro, publicado em 2010, diz que ainda tinha uma percepção negativa de si mesmo. Uma década depois, avalia que havia mudado, embora o diagnóstico tenha aprofundado essa alteração.
“Mesmo nos piores momentos, me tornei uma pessoa mais grata”, afirmou. Mustaine diz que não se perguntou por que a doença havia acontecido com ele nem considerou que não merecia passar pela situação. Em vez disso, passou a aceitar que acontecimentos ruins podem atingir as pessoas de maneira aleatória e arbitrária.
A trajetória do músico rumo à cura ocupa o centro do novo livro. O Megadeth continua em atividade e, desde a recuperação de Mustaine, lançou dois discos de estúdio. O trabalho mais recente, autointitulado, foi apresentado como o último álbum de estúdio da banda.



