LOS ANGELES — Fernanda Lira explicou a escolha de Victoria Villarreal para a vaga de guitarrista do Crypta e afirmou que a decisão não teve relação com Helena Nagagata. A vocalista e baixista comentou o assunto durante uma live no canal Heavy Talk, transmitida enquanto se prepara para a turnê norte-americana com o Arch Enemy.
Helena acompanhou o Crypta em turnês após a saída de Jéssica. Naquele período, a banda optou por não definir imediatamente uma substituta e continuou como trio, com guitarristas convidadas para os compromissos ao vivo. Fernanda disse que mantém uma relação de amizade com Helena e elogiou o profissionalismo da musicista: “A Helena é uma querida, grande amiga”.
A vocalista também rejeitou as especulações criadas por fãs sobre a escolha. De acordo com Fernanda, a decisão envolveu questões internas baseadas em experiências anteriores do grupo, mas nem todos os motivos podem ser divulgados.
O aspecto apresentado publicamente foi a afinidade musical de Victoria com o direcionamento do Crypta. Fernanda citou as referências da guitarrista no death metal old school técnico e atmosférico, incluindo Death e Cynic. A banda ouviu composições próprias de Victoria e entendeu que elas se alinhavam ao caminho planejado para o próximo disco.
Victoria já participa do processo de criação do terceiro álbum do Crypta, previsto para 2027. Segundo Fernanda, várias faixas terão a assinatura da guitarrista. Ela também canta e poderá fazer backing vocals nos shows, ajudando a formar camadas vocais e a sustentar gritos durante os momentos em que Fernanda precisa interrompê-los.
Radicada em Los Angeles, Victoria estreou em disco com o single “A Portrait of Decay”. Fernanda a descreveu como alguém pé no chão, grata pela oportunidade e fácil de lidar. A formação do Crypta também conta com Tainá Bergamaschi e Luana Dametto.


