Cultura com voz
Música

Kurt Cobain criticou a reinvenção irônica do U2 no rock dos anos 1990

Em entrevista de 1993, o vocalista do Nirvana classificou a fase experimental do U2 como uma transformação do rock em espetáculo sarcástico.

Kurt Cobain criticou a reinvenção irônica do U2 no rock dos anos 1990

Em 1993, Kurt Cobain afirmou que a fase experimental do U2 transformava o rock em uma “piada doentia”. A declaração ocorreu enquanto as duas bandas circulavam pelo mundo, lotavam shows, lançavam clipes na MTV e vendiam milhões de discos, embora apresentassem propostas artísticas muito diferentes.

Dois anos antes, U2 e Nirvana haviam ocupado posições centrais na música. O U2 se reinventara com a incorporação da música eletrônica em Achtung Baby, enquanto o Nirvana ampliara seu alcance com Nevermind. Em 1993, o U2 prosseguiu nesse caminho com Zooropa, e o Nirvana lançou In Utero, que acabou sendo seu último álbum de estúdio.

Para Cobain, a banda irlandesa havia levado a ironia sobre o rock a um ponto que ele não pretendia alcançar. “Eu ainda sou um fã de música séria”, disse o vocalista do Nirvana, ao contrastar sua postura com a transformação do show do U2 em um espetáculo de vaudeville kitsch e de sarcasmo diante do próprio gênero.

A crítica também se relacionava à presença política de Bono nos palcos. O cantor ficou conhecido por transformar as apresentações do U2 em espaços para discursos políticos. Cobain afirmou que, embora fosse politicamente consciente desde os 17 anos e tivesse pichado paredes, não queria adotar uma atitude tão chamativa.

O músico mencionou ainda mensagens contra o machismo, o racismo e a situação da Bósnia como parte do conteúdo que aparecia nas falas do Nirvana. Entre as frases que dizia ter pichado estavam “Nixon matou Hendrix” e “Deus é gay”.

Em Aberdeen, cidade onde cresceu, a segunda inscrição foi coberta com tinta pelas autoridades no dia seguinte. A frase acabou incorporada à letra de “Stay Away”, faixa de Nevermind.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.