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Lobão relata saída da Blitz após conflito por seu disco solo

Músico diz que deixou a banda quando a gravadora exigiu a destruição da fita de “Cena de Cinema”.

Lobão afirmou que foi afastado da Blitz quando a banda se preparava para assinar contrato, após a companhia exigir que ele destruísse a gravação de seu primeiro disco solo, Cena de Cinema. O episódio ocorreu no momento em que o grupo começava a alcançar grande repercussão.

A história foi relembrada pelo músico em uma conversa com o canal Garotas do Rock, na qual ele também falou sobre a infância como baterista, as bandas de adolescência e sua participação na formação da Blitz.

O disco que provocou o conflito

Lobão contou que procurou Evandro Mesquita depois de assistir a uma peça do Asdrúbal Trouxe o Trombone. Ele também sugeriu o nome Blitz e levou aos ensaios músicos que já o acompanhavam em outros trabalhos.

Paralelamente, mantinha o projeto de Cena de Cinema. O álbum foi gravado em um estúdio de oito canais, em Botafogo, com a colaboração de Lulu Santos, Ritchie, Marina Lima e Antônio Pedro, ex-baixista dos Mutantes. Segundo Lobão, os participantes não cobraram pelo trabalho.

O primeiro compacto da Blitz teria sido gravado em uma segunda-feira e chegado ao primeiro lugar na sexta-feira. Enquanto a banda avançava, Lobão vivia sem dinheiro para o transporte, atravessava a cidade de bicicleta e se alimentava com um hambúrguer com espinafre por dia.

Quando a contratação da banda se aproximou, Evandro Mesquita o informou que o diretor da companhia havia descoberto a existência do disco guardado e queria que a fita fosse picotada. Lobão recusou, argumentando que integrantes de bandas estrangeiras podiam manter carreiras solo e que seu álbum não tinha sido concebido para se tornar um sucesso.

“Eu não queria ser cantor. Cantor eu achava de última, nunca ser cantor”, disse o músico.

Da bateria ao centro do palco

Lobão afirmou que a Blitz decidiu bani-lo e substituiu sua fotografia por uma imagem do Lobo Mau da Disney. A mudança o obrigou a assumir a posição de cantor, função que ele não desejava exercer.

“Como é que eu vou ficar na frente? Eu não tenho minha bateria. Socorro!”, lembrou. O baterista, segundo seu relato, passou então a ocupar o centro do palco, apesar da timidez e da resistência que tinha à ideia de cantar.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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