A formação que acompanhou Ozzy Osbourne durante The Ultimate Sin reunia Jake E. Lee na guitarra, Phil Soussan no baixo e Randy Castillo na bateria. Ainda assim, o cantor via problemas no resultado do álbum, lançado em 1986 e associado a uma fase de tensões e insatisfação dentro da banda.
A principal crítica de Ozzy recaía sobre a produção de Ron Nevison. Para o cantor, as composições não eram o ponto fraco, mas a maneira como haviam sido registradas. “As músicas não eram ruins; elas só foram gravadas de um jeito estranho. Tudo parecia e soava igual. Não havia imaginação”, afirmou.
Em outra declaração, Ozzy resumiu sua relação com o trabalho: “Eu não suporto 'The Ultimate Sin'. Simplesmente não gosto daquele álbum, embora ele seja o meu disco mais vendido até então”. Mesmo com a rejeição, o disco ocupou um lugar relevante em sua carreira solo e incluiu alguns de seus maiores sucessos.
Entre as faixas, “Shot in the Dark” ganhou forte rotação na MTV. A música, a faixa-título e “Killer of Giants” também passaram a ser lembradas pelos fãs, contribuindo para que o álbum se tornasse um dos trabalhos mais populares daquela fase.
Ozzy afirmou que, se pudesse escolher um disco de sua carreira para remixar e melhorar, escolheria justamente The Ultimate Sin. A distância entre a recepção do público e a avaliação do artista permaneceu ao longo das décadas: enquanto os fãs mantiveram uma lembrança positiva do álbum, o cantor continuou tratando o trabalho como algo que preferia deixar para trás.


