A trajetória do Guns N' Roses poderia ter sido ainda mais longa e estável, na avaliação de Ozzy Osbourne. Para o vocalista, a banda tinha força para permanecer por décadas entre os principais nomes do rock, mas acabou marcada por conflitos, atrasos, mudanças de formação e polêmicas que contribuíram para o desmonte de sua formação clássica.
A admiração de Ozzy começava por Appetite for Destruction, álbum de estreia que ele considerava excepcional. “É um dos maiores álbuns de estreia de todos os tempos. Não tem uma música fraca. Nunca me canso de ouvi-lo”, afirmou.
O incômodo vinha do percurso posterior do grupo. Ozzy enxergava no Guns N' Roses capacidade para sustentar uma carreira ainda mais consistente, sem atravessar um processo de colapso interno. Em uma avaliação dura sobre o vocalista da banda, declarou: “A tragédia dos últimos 20 anos foi o Guns N' Roses. Eles estavam lá em cima. Aí Axl começou a surtar nas próprias ideias ou algo assim.”
A crítica, porém, estava associada justamente à admiração. Ozzy parecia lamentar que uma banda com tamanho potencial tivesse desperdiçado parte de suas possibilidades em meio às tensões internas. O Guns N' Roses, ainda assim, consolidou uma trajetória de grande alcance: o disco de estreia se tornou um fenômeno, enquanto Slash e Axl Rose passaram a integrar o imaginário do rock.
A percepção de Ozzy sobre Axl também incluiu elogios. Em 2016, ele destacou o trabalho do cantor com o AC/DC e disse ter ficado impressionado com sua capacidade de interpretar músicas exigentes.
Slash contou que os dois só se encontraram pessoalmente em 2025, nos bastidores do Back to the Beginning. O encontro ocorreu apesar de Axl ser fã declarado de Ozzy, vocalista do Black Sabbath. Para Ozzy, a questão não era o tamanho que o Guns N' Roses alcançou, mas o que poderia ter construído caso tivesse atravessado seus anos turbulentos sem se desfazer por dentro.


