“One in a Million” teve uma trajetória ao vivo curta dentro do Guns N’ Roses: a música foi apresentada apenas duas vezes, ambas antes do lançamento de “G N’ R Lies”, e depois foi retirada do repertório. A faixa, escrita por Axl Rose, inclui insultos raciais e homofóbicos e ataques a imigrantes, o que provocou controvérsia desde sua publicação, em 1988.
A primeira execução ocorreu em 30 de outubro de 1987, no CBGB, em Nova York, durante um set acústico. A segunda, e última, foi realizada em 31 de janeiro de 1988, no Limelight, também em Nova York. O álbum chegou às lojas em novembro de 1988, cerca de dez meses depois da apresentação mais recente conhecida da música.
A interpretação defendida pela banda
Duff McKagan afirmou em 2019 que os integrantes compreendiam a composição de maneira diferente de parte do público. “Tanta gente interpretou aquela música de maneira errada que nós a removemos. Ninguém entendeu”, declarou o baixista. Segundo a interpretação defendida por ele, Axl Rose pretendia assumir na letra o ponto de vista de um personagem preconceituoso.
A explicação não encerrou a discussão em torno da faixa. Slash relatou que não considerou boa a ideia quando Axl apresentou a composição e disse lamentar principalmente os problemas provocados por ela e a associação entre a música e as opiniões pessoais dos integrantes.
O afastamento também alcançou os lançamentos da banda. Em 2018, “One in a Million” não foi incluída no box comemorativo de “Appetite for Destruction”. As demais gravações de “G N’ R Lies” previstas para o material foram aproveitadas. Slash afirmou que a exclusão resultou de uma decisão coletiva.
Assim, a canção permaneceu oficialmente no catálogo do Guns N’ Roses, mas sem novas apresentações depois de janeiro de 1988 — inclusive após a reunião de parte da formação clássica.


