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Peter Criss criticou a transformação do Kiss em marca de personagens

Baterista afirmou que o grupo se afastava da música à medida que maquiagem, produtos e apelo comercial ganhavam espaço.

Peter Criss criticou a transformação do Kiss em marca de personagens
Foto: Divulgação

Peter Criss identificou no avanço comercial do Kiss um afastamento daquilo que, para ele, deveria continuar no centro da banda: a música. Em depoimento ao documentário The Decline of Western Civilization Part II: The Metal Years, o baterista criticou a transformação dos integrantes em personagens associados a produtos, quadrinhos e brinquedos.

A maquiagem e a dimensão cênica acompanhavam o crescimento da popularidade do grupo, mas Criss via nessa expansão uma mudança de foco. Ao comentar a atuação das pessoas que trabalhavam em torno da banda, afirmou: “Os caras por trás da gente ficaram meio obcecados por dinheiro quando perceberam que éramos como um circo e que dava para nos vender como super-heróis.”

O baterista também relacionou o processo à perda de identidade musical. “Acho que estávamos perdendo completamente o contato com a música. Espera aí, somos uma banda de rock, cara, não somos os Monkees”, disse.

Entre a música e os personagens

A mesma construção visual que ampliou o reconhecimento do Kiss criou identidades específicas para cada integrante. Gene Simmons, Paul Stanley, Ace Frehley e Peter Criss passaram a ser associados, respectivamente, a Demon, Starchild, Spaceman e Catman. Esses personagens podiam circular em produtos e outros formatos além dos palcos.

Na avaliação de Criss, o problema surgiu quando o espetáculo deixou de funcionar como extensão da música e passou a ameaçar ocupar seu lugar. O grupo já não era percebido apenas como quatro músicos tocando rock, mas também como um conjunto de figuras com potencial comercial próprio.

A crítica se relacionava à formação musical anterior à expansão do Kiss. Ao lembrar a própria trajetória, Criss demonstrou apreço pelo ambiente dos anos 1960 e 1970 e por artistas como Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrison.

O conflito apontado pelo baterista estava no equilíbrio entre performance e criação musical: quanto mais os personagens, os produtos e a encenação se tornavam centrais, maior era o risco de a origem do grupo — uma banda de rock — ficar em segundo plano.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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