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Ricardo Palmeira relembra gravação com Renato Russo em álbum italiano

Violonista que acompanhou Cazuza contou como uma brincadeira de Renato mudou sua abordagem em uma faixa de Equilíbrio Distante.

Ricardo Palmeira relembra gravação com Renato Russo em álbum italiano
Foto: Reprodução - Duetos

O violonista Ricardo Palmeira, que acompanhou Cazuza durante um período, relembrou a participação no álbum solo Equilíbrio Distante, lançado por Renato Russo em 1995. Em uma publicação no Instagram, Palmeira contou que precisou mudar a forma de tocar depois de uma observação bem-humorada do cantor durante a gravação.

O convite partiu de Carlos Trilha, amigo de Palmeira e integrante, na época, da banda de Leo Jaime ao lado do violonista. As duas músicas foram registradas em uma única noite, no estúdio Discover, com Palmeira tocando violão folk.

Antes do início da sessão, Renato perguntou se o músico tinha ascendência italiana, relacionando o sobrenome Palmeira a Palmieri. Também pediu que ele afinasse o alaúde. O pedido foi atendido, e a gravação começou em um ambiente descontraído.

Na primeira faixa, “La Vita è Adesso”, Palmeira tentou executar uma levada no violão. Renato, descrito pelo músico como alguém familiarizado com a linguagem folk, não aprovou a abordagem. A reação provocou risos no estúdio: “Ele não sabe fazer chacundum!”, escreveu Palmeira. Em seguida, o violonista substituiu a batida por um dedilhado, que recebeu a aprovação do cantor.

A segunda participação foi em “Dolcissima Maria”, música conhecida na gravação da banda italiana Premiata Forneria Marconi. Palmeira fez um solo no trecho instrumental final da faixa, também aprovado por Renato.

O repertório italiano de Renato Russo

A escolha das canções causou estranhamento entre pessoas próximas ao cantor. No livro Discobiografia Legionária, de Chris Fuscaldo, a assessora de imprensa Gilda Mattoso contou que se surpreendeu ao ouvir Renato mencionar Laura Pausini. “Para mim, aquilo era como se você sentasse com o Caetano Veloso e dissesse que quer gravar músicas da Wanessa Camargo”, afirmou.

Durante a viagem à Itália, Renato procurou registros de casamento dos avós para obter a cidadania italiana, conforme o relato de Gilda. Em Milão, a cantora e compositora Fiora Corradetti e o produtor Piero Fabrizi apresentaram a ele canções para o álbum. O cantor buscava material pop que sustentasse a proposta do projeto.

Depois, Carlos Trilha voltou a convidar Palmeira para iniciativas relacionadas a Renato: um tributo com vários artistas no Metropolitan, hoje chamado Qualistage, e um programa de rádio com Jerry Adriani, que divulgava um álbum de versões em italiano de músicas da Legião. Nessas ocasiões, Palmeira tocou com a banda que acompanhou a Legião Urbana na última turnê com Renato Russo.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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