O produtor musical Rick Bonadio desafiou guitarristas a reproduzir, com simuladores digitais de amplificador, os timbres registrados nos discos do Charlie Brown Jr. que ele produziu. A declaração ocorreu durante entrevista ao podcast comandado por Mateus Starling e teve como referência gravações realizadas há 20 anos.
Bonadio indicou álbuns e faixas para a comparação, entre eles Imunidade Musical, Camisa 10 e Joga Bola Até na Chuva. O produtor afirmou que os interessados deveriam ouvir as guitarras das músicas, gravar uma versão com simulador, mixá-la e enviá-la para avaliação.
Lançado em 2001, Imunidade Musical é apresentado como um dos trabalhos mais populares do Charlie Brown Jr., banda liderada por Chorão. Bonadio sustenta que a diferença entre uma gravação feita com simulador e outra realizada com amplificador valvulado pode ser percebida imediatamente. Para ele, o resultado do teste já está definido, porque conhece o comportamento dos equipamentos disponíveis no mercado.
Críticas aos equipamentos digitais
O produtor também avaliou modelos específicos. Sobre o Quad Cortex, um dos simuladores mais recentes e caros citados na conversa, Bonadio declarou: “É um lixo verdadeiro.” Em relação ao Kemper, disse que o equipamento é o que mais se aproxima do resultado desejado, embora tenha criticado o uso de impulse response, tecnologia que reproduz digitalmente a resposta acústica de um alto-falante e de um gabinete de guitarra.
A comparação foi ampliada para o mercado de instrumentos. Bonadio associou guitarras de linha de entrada a modelos construídos sob encomenda por luthiers das fábricas e afirmou que testes publicados no YouTube só aproximam os timbres quando toda a cadeia de sinal apresenta baixa qualidade. Nesse cenário, citou Squier e Master Build como referências opostas.
“Eu desafio qualquer um a me provar que tem um som bom no impulse response”, afirmou. Durante a entrevista, Mateus Starling antecipou que o trecho teria repercussão nas redes sociais. Bonadio manteve a posição e disse que costuma levar os equipamentos ao limite antes de avaliar o timbre, reiterando a comparação entre as gravações feitas em fita há 20 anos e a produção em ambientes domésticos.


