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Como o rock e o metal transformaram o 11 de setembro em canções

De meditações e homenagens a narrativas controversas, dez faixas registraram diferentes respostas musicais aos atentados.

Como o rock e o metal transformaram o 11 de setembro em canções

O 11 de setembro de 2001 atravessou o rock e o metal por caminhos distintos: algumas músicas buscaram elaborar o luto, outras falaram de solidariedade, e houve também composições narradas pela perspectiva de um sequestrador ou associadas a uma teoria da conspiração. Entre as dez faixas relacionadas aos atentados estão trabalhos de Rush, Bruce Springsteen, My Chemical Romance, Slayer e Fear Factory.

Naquela manhã, quase 3 mil pessoas morreram depois que aviões sequestrados pela Al-Qaeda atingiram as torres gêmeas do World Trade Center, em Nova York, e o Pentágono, nos arredores de Washington. Um quarto avião caiu em um campo da Pensilvânia. As músicas reunidas foram lançadas entre 2002 e 2010, com diferentes graus de relação direta com os acontecimentos.

Canções compostas sob o impacto imediato

No Rush, “Peaceable Kingdom” foi incluída em Vapor Trails, de 2002, álbum que marcou o retorno do trio canadense após tragédias pessoais de Neil Peart. Alex Lifeson contou que a faixa, inicialmente pensada como instrumental, se transformou em uma meditação sobre os ataques. Peart explicou que o título remete às quase 60 versões de uma cena bíblica pintadas pelo quacre Edward Hicks. Para ele, a carta de tarô A Torre era um reflexo dos acontecimentos.

Gerard Way viu as torres desabarem enquanto trabalhava como estagiário do Cartoon Network, em Nova York. O episódio o levou ao porão da casa dos pais, onde escreveu “Skylines and Turnstiles”, primeira música do My Chemical Romance. A faixa saiu em I Brought You My Bullets, You Brought Me Your Love. A banda considera 12 de setembro de 2001 sua data de fundação.

Steven Wilson estava trabalhando em outra composição no estúdio de casa em 11 de setembro. Cerca de dois dias depois, escreveu “Collapse the Light Into Earth”, faixa que encerra In Absentia, do Porcupine Tree. Ele afirmou que a música não era sobre os ataques, mas uma canção de amor marcada pelo período. Em outra formulação, Wilson a descreveu como um réquiem para o 11 de Setembro e a comparou a “The Disintegration Loops”, de William Basinski.

“The Rising”, de Bruce Springsteen, também nasceu desse ambiente. Dias após os atentados, o cantor deixava uma praia em Nova Jersey quando um motorista gritou: “Bruce, we need you”. O episódio esteve na origem da música e do álbum que representou o primeiro trabalho de Springsteen com a E Street Band completa desde 1984.

Luto, união e respostas militares

Blackie Lawless dedicou Dying for the World, décimo álbum de estúdio do W.A.S.P., às vítimas dos atentados. “Hallowed Ground” aparece no disco em uma versão com a banda completa e outra acústica. O vocalista disse que o álbum partiu de cartas de soldados de divisões de tanques na Guerra do Golfo, que ouviam músicas do grupo durante os combates. Depois do 11 de Setembro, a banda quis produzir material novo para eles.

Em “Undivided”, faixa de abertura de Bounce, o Bon Jovi tratou da união dos americanos depois dos ataques. Jon Bon Jovi disse que todo artista precisou reconsiderar o que colocava no mundo após aquele dia. Ele também mencionou que o condado onde mora foi o mais atingido de Nova Jersey, com 163 famílias afetadas. O álbum estreou em segundo lugar na parada Billboard 200, embora o cantor tenha afirmado que não queria fazer um álbum do 11 de Setembro.

A balada “When the Eagle Cries”, do Iced Earth, foi lançada em 2004 no álbum The Glorious Burden. Antes, havia aparecido em versão acústica no EP The Reckoning, com clipe dirigido por Brian Smith. Jon Schaffer afirmou que o vídeo reunia tragédia, solidariedade e retaliação. Os atentados também afetaram a formação do grupo: Matt Barlow, que havia gravado os vocais do álbum, deixou a banda e foi trabalhar na polícia de Georgetown, em Delaware. Tim “Ripper” Owens regravou as partes vocais.

Narrativas controversas e interpretações alternativas

“Jihad”, do Slayer, foi composta principalmente por Jeff Hanneman, com letra dividida com Tom Araya. A música, lançada em Christ Illusion, narra os ataques do ponto de vista de um dos sequestradores e termina com palavras atribuídas a Mohamed Atta, apontado pelo FBI como líder dos terroristas do primeiro avião. O disco marcou o retorno de Dave Lombardo. A faixa foi comparada a “Angel of Death” e contribuiu para que a EMI recolhesse o álbum na Índia. Araya afirmou que a banda não endossava ações terroristas.

O Testament abordou o tema em “The Evil Has Landed”, de 2008, incluída em The Formation of Damnation. O álbum trouxe de volta Alex Skolnick e Greg Christian. Chuck Billy explicou que a banda praticamente não existia em 2001: ele enfrentava um câncer, enquanto o equipamento estava guardado em um depósito. Naquele momento, o vocalista não sabia se voltaria a tocar música e concentrava-se em viver e passar o máximo de tempo com a família.

Em 2010, o Fear Factory apresentou “Controlled Demolition” em Mechanize, álbum que marcou o retorno de Dino Cazares após a reconciliação com Burton C. Bell. A banda incorporou à faixa a tese de que os atentados teriam sido uma operação interna, ideia rejeitada pela comissão oficial que investigou o caso e responsabilizou a Al-Qaeda. Bell questionou a possibilidade de corrupção entre autoridades eleitas e mencionou a noção de um ataque de falsa bandeira, executado para parecer obra de outro grupo.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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