Kiko Loureiro reuniu dez álbuns que considera decisivos para sua formação musical. A seleção atravessa o rock, o metal, a música instrumental e a produção brasileira, com trabalhos lançados entre 1970 e 1990.
O guitarrista, integrante original do Angra e ex-integrante do Megadeth, afirmou que a lista pode mudar com o tempo. Para ele, os discos foram importantes por despertarem seu interesse pela música, pela guitarra e por diferentes formas de criação.
Rock, técnica e descoberta
A relação começa com “Led Zeppelin III” (1970), do Led Zeppelin, um dos primeiros discos de rock que Loureiro ouviu. “Blow by Blow” (1974), de Jeff Beck, aparece pela produção e pela atuação do guitarrista britânico.
Também está na seleção “Friday Night in San Francisco” (1981), trabalho de Al Di Meola, Paco de Lucía e John McLaughlin. Loureiro associou o álbum ao aprendizado sobre execução rápida e precisa, improvisação e à combinação de referências dos Estados Unidos, do Reino Unido e da Espanha. O disco inclui composições de Egberto Gismonti, músico brasileiro que ele admirava.
A música do Brasil é representada por “Elis & Tom” (1974), de Elis Regina e Tom Jobim. O álbum, segundo Loureiro, expressa sua ligação com a produção musical do país e reúne a cantora ao compositor de “Garota de Ipanema”.
Da transição ao metal à música instrumental
“Live Evil” (1982), do Black Sabbath, foi escolhido pela energia das apresentações ao vivo e pelas atuações de Ronnie James Dio, Vinny Appice, Tony Iommi e Geezer Butler. “Van Halen” (1978) remete às aulas de guitarra em que Loureiro conheceu “Eruption” e outros solos e riffs.
O guitarrista apontou “Love at First Sting” (1984), do Scorpions, como o disco ligado à sua transição para o metal, depois de assistir à apresentação da banda no Rock in Rio. “Powerslave” (1984), do Iron Maiden, foi o primeiro álbum que comprou com o próprio dinheiro no dia do lançamento.
Completam a relação “Surfing With the Alien” (1987), de Joe Satriani, identificado por Loureiro como a razão para gravar álbuns instrumentais, e “Passion and Warfare” (1990), de Steve Vai, cuja produção, composição e performance, afirmou, contribuíram para moldar sua personalidade musical.



