Cultura com voz
Cinema

Filme de Bruno Costa coloca personagem surda no centro de uma história de amor

Longa acompanha a relação entre uma professora em crise e uma atriz surda, com foco na acessibilidade e na representatividade da comunidade surda.

Filme de Bruno Costa coloca personagem surda no centro de uma história de amor

A representatividade da comunidade surda ocupa o centro de Nem Toda História de Amor Acaba em Morte, longa-metragem paranaense escrito e dirigido por Bruno Costa. A produção apresenta a primeira protagonista surda da história do cinema brasileiro e tem estreia prevista para 2026 nos cinemas do país.

Lola, interpretada por Gabi Grigolom, é uma jovem atriz surda que tenta manter sua companhia de teatro. Ela conhece Sol (Chiris Gomes), professora que vive um casamento próximo do fim. A decisão de encerrar a relação abre espaço para o envolvimento entre as duas, mas a nova configuração afetiva também traz a presença de Miguel (Octávio Camargo), ex-marido de Sol.

O filme se interessa menos por grandes viradas do que pelas oscilações de uma rotina atravessada por escolhas, conflitos e tentativas de recomeço. Beijos, feridas, quedas e retomadas compõem uma narrativa que busca observar, com leveza, as mudanças na vida da protagonista e suas maneiras de compreender o amor e as relações.

A estrutura se aproxima de uma sequência de episódios ou esquetes, ligados entre si para tratar de sentimentos que o roteiro reconhece como complexos. O recurso inicialmente retarda o avanço da história, mas ganha força em um segundo momento, quando a narrativa encontra maior fluidez.

Entre os contrapontos do longa estão a passagem para uma nova fase da vida e a incompreensão de pessoas que resistem a aceitar essa transformação. A abordagem mantém uma mensagem direta e combina situações cômicas com uma observação acessível do cotidiano. Embora algumas propostas não alcancem a mesma profundidade e, em certos momentos, o filme se embrenhe em seus próprios caminhos, o tom permanece leve ao acompanhar a jornada de Sol.

Já exibido em dois dos principais festivais de cinema do Brasil, o longa articula a história romântica à presença da surdez e às questões de acessibilidade, ampliando a visibilidade de uma personagem ainda pouco vista no audiovisual brasileiro.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Assine nossa newsletterAs principais notícias do dia no seu e-mail.