NOVA YORK — Um show de abertura do Kiss, em 1977, quase levou Sammy Hagar a abandonar a carreira. Ainda no começo da trajetória solo, o músico foi chamado em cima da hora para tocar no Madison Square Garden, diante de uma plateia que esperava pela banda principal.
Hagar, que havia integrado o Montrose e ainda não tinha a popularidade que alcançaria nos anos seguintes, contou que a reação começou durante a terceira música do repertório: uma versão de “Catch The Wind”, associada a Donovan. Diante das vaias e dos xingamentos, ele parou de tocar e confrontou o público.
A situação se agravou quando Hagar afirmou que a plateia parecia ter vindo de Los Angeles. Em resposta, copos foram lançados contra o palco. O músico então abaixou as calças, tirou a cueca e expôs o pênis, antes de balançá-lo para os espectadores. Na sequência, quebrou uma Stratocaster de 1961 e deixou o palco.
Nos bastidores, a reação também foi negativa. Bill Graham, que estava a caminho do aeroporto em Nova York, soube pelo rádio que Hagar havia sido incluído no show e pediu ao motorista que retornasse ao local. Ele chegou a tempo de presenciar o episódio. Gene Simmons e Paul Stanley, integrantes do Kiss, reagiram à cena da mesma maneira, segundo o relato do cantor.
Hagar disse que ainda discutiu com os músicos e os insultou. Paul Stanley o repreendeu, afirmando: “Você tem que ir lá e provar o seu valor.” Depois daquela noite, Hagar não voltou a fazer shows com o Kiss.
Consequências para a banda
O episódio também afetou os músicos que acompanhavam Hagar. “Aquela noite quase me fez querer desistir da carreira”, afirmou. Ele contou que um guitarrista base, o integrante mais novo da banda, pediu demissão depois da apresentação.
Apesar do impacto, Hagar continuou na música. Em 1985, entrou para o Van Halen e permaneceu na formação até 1996. Nesse período, gravou quatro álbuns de estúdio; o último foi “Balance”, lançado em 1995.


