SÃO PAULO — A despedida do Sepultura em São Paulo será realizada em uma casa de shows, e não no estádio inicialmente escolhido. Marcado para 7 de novembro, o último show da carreira da banda passou da Mercado Livre Arena Pacaembu, com capacidade para até 40 mil pessoas, para a Suhai Music Hall, que comporta pouco mais de 9 mil.
A data permanece a mesma, assim como a validade dos ingressos já comprados. Krisiun, Sacred Reich e Metal Allegiance também continuam confirmados na programação. A produção não apontou oficialmente a venda de ingressos como motivo para a alteração.
A mudança reabre a discussão sobre a dimensão planejada para o encerramento. Mesmo durante o auge comercial dos anos 1990, quando Max Cavalera era o vocalista e o grupo havia lançado discos como “Arise”, “Chaos A.D.” e “Roots”, o Sepultura não costumava programar apresentações próprias em estádios no Brasil. O Slayer, por sua vez, tem show marcado para 17 de dezembro no Nubank Parque e ainda mantém ingressos à venda.
Uma das possibilidades levantadas para ampliar o caráter do evento seria a participação de Max e Iggor Cavalera em algumas músicas, ao lado de Andreas Kisser e Paulo Jr. Max, porém, já declarou que não pretende participar. A formação atual também poderia ter apostado em um repertório concentrado nos clássicos, incluindo canções de diferentes fases da banda e eventuais reencontros com ex-integrantes.
Outra alternativa seria transformar a apresentação em um encontro com convidados de peso do metal internacional, nos moldes da despedida de Ozzy Osbourne e do Black Sabbath em Birmingham, em 2025. Entre as combinações sugeridas estão o Anthrax tocando “Roots Bloody Roots” e Corey Taylor dividindo “Ratamahatta” com o Sepultura. Um elenco de abertura maior também poderia reforçar a proposta de um show em estádio.
A escolha do repertório aparece como outro ponto de debate. Em apresentações recentes, como a do Rock in Rio, a banda anunciou que tocaria apenas músicas da era Derrick Green. Para uma despedida, a opção por sucessos de toda a trajetória poderia alcançar o público formado em fases anteriores do grupo.
A extensão da turnê também interfere no impacto do encerramento: parte do público já teve a oportunidade de se despedir em outras datas. Entre as estratégias discutidas está um hiato de pelo menos cinco anos antes de eventual retorno, caminho associado às reuniões do NX Zero e, de certa forma, dos Titãs.
Com a mudança, a apresentação final será realizada em um espaço menor do que o inicialmente previsto. A Suhai Music Hall lotada poderá oferecer uma experiência diferente daquela planejada para um estádio, enquanto os ingressos, a data e as atrações anunciadas permanecem mantidos.



