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Da fuligem aos palcos: a dupla rotina que formou Tommy Karevik

Vocalista do Kamelot e do Seventh Wonder deixou o combate a incêndios ao se mudar para o Canadá e relaciona as duas carreiras ao aprendizado contínuo.

A experiência de entrar em prédios em chamas e a de cantar no palco têm, para Tommy Karevik, um ponto em comum: nenhuma das duas profissões permite acomodação. Vocalista do Kamelot e do Seventh Wonder, ele trabalhou por quase 20 anos como bombeiro na Suécia antes de passar a se dedicar integralmente à música.

Em conversa com o canal The Charismatic Voice, Karevik afirmou que a atividade exigia aprendizado constante. A tecnologia e as casas mudavam, e o treinamento precisava acompanhar essas transformações. Para ele, o mesmo princípio vale para um músico, que não pode repetir exatamente o que fazia por 20 anos porque também se transforma ao longo do tempo.

“Você não pode fazer a mesma coisa por 20 anos, porque você não é a mesma pessoa”, afirmou Tommy Karevik.

Um ofício que afetou a voz

O cantor contou que o trabalho de combate a incêndios deixou efeitos sobre seu instrumento. Durante a primeira década, não havia protocolo de descontaminação: depois que o fogo era apagado, a equipe permanecia no ambiente com o uniforme impregnado pelos resíduos, seguia junta para o carro e mantinha as roupas sem lavagem por meses. O quartel, disse, acabava cheirando a incêndio.

Mais tarde, foram adotados sacos plásticos, uma máquina de lavar específica e uma sala separada para os equipamentos. Karevik também atribuiu parte do impacto vocal à fuligem, que considerou gordurosa e capaz de entrar nas vias aéreas e provocar irritação.

A rotina dos plantões agravava o problema. Acordar quatro vezes durante a madrugada e tentar cantar no dia seguinte, segundo ele, não funcionava bem. O vocalista disse ter tido sorte por atuar no metal, gênero em que uma rouquidão ocasional pode passar despercebida. Hoje, afirma sentir-se mais saudável, embora ainda tenha saudade do antigo trabalho.

A mudança para o Canadá

Karevik deixou a profissão em 2020, quando se mudou para o Canadá para viver com Kobra Paige, cantora com quem havia se casado no início daquele ano. A mudança ocorreu poucas semanas antes de a pandemia fechar as fronteiras.

A decisão contrariou o próprio perfil. O cantor se descreve como introvertido, ligado à segurança e à rotina, além de pouco inclinado a grandes mudanças. Ainda assim, encontrou nas duas carreiras uma ética semelhante: o treino repetido constrói confiança dentro de uma equipe. Para ele, bandas que passam muito tempo na estrada desenvolvem esse conhecimento mútuo pelo mesmo motivo que uma guarnição de bombeiros: não há alternativa.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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