Topper Headon, baterista do The Clash, contou que Lemmy Kilmister mantinha uma rotina matinal rígida durante o período em que os dois moraram juntos em Londres. Segundo Headon, o líder do Motörhead acordava, consumia anfetamina e seguia para um café da manhã frito e volumoso.
Headon foi morar na casa de Lemmy, em Coleville Terrace, perto de Portobello Road, depois que Phil “Philthy Animal” Taylor deixou um dos quartos. O baterista descreveu o imóvel como “horrível, como um squat”. A convivência, segundo ele, era atravessada pelo uso de drogas e por hábitos pouco comuns.
“Lemmy era uma criatura de hábitos; ele sempre fazia a mesma coisa quando levantava de manhã: mandava uma enorme carreira de speed e depois comia um enorme café da manhã frito”, afirmou Headon. O baterista também disse que Lemmy usava drogas para se manter em um estado que considerava normal.
Em outra ocasião, Headon pediu uma carreira ao músico. Lemmy colocou sulfato na ponta de uma faca e ofereceu a substância ao colega, que quase cortou o próprio nariz ao se aproximar. “Havia sangue por toda parte”, relatou o baterista.
Álcool, cigarro e alimentação
Lemmy também falou ao longo dos anos sobre sua relação com bebida, cigarro e alimentação. Em 2010, afirmou que pizza fria com bastante sal era um café da manhã perfeito.
O músico chegou aos 70 anos, mas enfrentou mudanças nos últimos tempos por causa de problemas de saúde. Reduziu o consumo de bebida e abandonou o cigarro. Em 2013, contou que decidiu parar de fumar depois de perceber, certa manhã, que tossia enquanto acendia outro cigarro.
O relato de Headon descreve um dos momentos mais extremos da vida do líder do Motörhead: uma sequência diária que combinava anfetamina e comida pesada. A rotina se somava à imagem pública construída por Lemmy em torno do álcool, do tabaco e de outros excessos.



