A Passion Play, do Jethro Tull, ocupa o primeiro lugar em uma seleção de cinco composições de rock progressivo com mais de 30 minutos. Assinado pelo jornalista Jordan Blum, o ranking reúne obras de Phideaux, Transatlantic, Echolyn e Beardfish — em alguns casos, peças concebidas para preencher um disco inteiro.
A escolha dá continuidade a outro levantamento, realizado em 2025, que reuniu faixas com mais de 20 minutos. Na nova seleção, foram aceitas obras divididas em partes, desde que planejadas como uma composição única. O metal ficou de fora, e cada artista aparece apenas uma vez.
As cinco composições
Com pouco mais de 45 minutos, A Passion Play é dividida em quatro atos e acompanha um homem que reavalia seus princípios na vida após a morte. A seleção considera a obra mais sombria e exigente do que Thick as a Brick, além de defender a inclusão do interlúdio The Story of the Hare Who Lost His Spectacles. Para Blum, o disco é “uma absoluta obra de gênio”.
Na segunda posição está Snowtorch, do Phideaux, projeto liderado pelo cantor e compositor Phideaux Xavier. Dividida em duas partes, a faixa combina folk e rock progressivo sinfônico, com letras de temas ambientais e sociopolíticos e duetos entre vozes masculina e feminina. A composição já havia sido apontada como a melhor música de rock progressivo de 2011.
The Whirlwind, do Transatlantic, aparece em terceiro. A formação reúne Neal Morse, Mike Portnoy, Pete Trewavas e Roine Stolt. Com 1h17min46s, é a obra mais longa da lista. A avaliação destaca o equilíbrio entre o drama teológico de Morse e o colorido de Stolt, além da divisão dos vocais entre os quatro músicos.
Mei, do Echolyn, fica em quarto. Lançada em 2002, a suíte tem 49min28s e alterna passagens agressivas com trechos pastorais, em arranjos associados a trilhas de cinema. Para o guitarrista e vocalista Brett Kull, o trabalho reflete sobre “amor, esperança e redenção”.
A seleção termina com Sleeping in Traffic, do Beardfish. A faixa-título do álbum duplo tem 35min44s e, segundo o vocalista e multi-instrumentista Rikard Sjöblom, nasceu de um sonho. A narrativa acompanha um sujeito em situações absurdas ao longo de 24 horas e incorpora sea shanty, disco e rock'n'roll dos primórdios.


