GOIÁS — A BR-153 registrou 656 acidentes, 714 feridos e 56 mortes entre janeiro e agosto de 2026. O domingo concentrou o maior número de ocorrências no período, com 104 casos, seguido pelo sábado, com 101, e pela sexta-feira, com 98. Somados, os três dias reuniram 303 acidentes, equivalentes a 46,2% do total registrado neste ano.
Na série histórica formada por 2022, 2023, 2024, 2025 e os primeiros oito meses de 2026, a Polícia Rodoviária Federal contabilizou 4.272 sinistros em toda a extensão da rodovia em Goiás. Desse total, 2.010 ocorreram entre sexta-feira e domingo, o que corresponde a 47% dos registros.
O sábado aparece na liderança do acumulado, com 684 acidentes. Na sequência estão domingo, com 673, e sexta-feira, com 653. Os demais dias somaram 610 ocorrências na segunda-feira, 561 na terça-feira, 556 na quarta-feira e 535 na quinta-feira.
Variação ao longo dos anos
O volume anual passou de 859 acidentes em 2022 para 973 em 2025, uma alta de 13,3%. Em 2022, os acidentes de sexta-feira, sábado e domingo chegaram a 420, ou 48,9% do total, com o sábado à frente, com 153 casos.
Em 2023, os três dias concentraram 436 dos 877 acidentes, participação de 49,7%. A sexta-feira liderou aquele ano, com 152 ocorrências. Em 2024, foram 408 acidentes no período, de um total de 907, proporção de 45%. Já em 2025, os três dias reuniram 443 dos 973 registros, ou 45,5%. O domingo teve a maior quantidade naquele ano, com 163 casos, seguido pelo sábado, com 147, e pela sexta-feira, com 133.
Dados não associam causas aos dias
Entre as causas mais frequentes em 2025, a ausência de reação do condutor apareceu em 164 acidentes, e a reação tardia ou ineficiente, em 162. A ingestão de álcool foi registrada em 95 casos, enquanto a falta de distância do veículo à frente apareceu em 84.
Nos primeiros oito meses de 2026, a reação tardia ou ineficiente liderou, com 114 registros. A ausência de reação somou 98, a falta de distância de segurança, 56, e a ingestão de álcool, 53.
O especialista em segurança viária André Abiazzi afirmou que a concentração de acidentes no fim de semana deve ser observada junto do fluxo de veículos e do perfil das viagens. Segundo ele, o levantamento não cruza as causas com os dias da semana e, portanto, não permite relacionar diretamente a concentração a álcool, velocidade ou falhas de reação.


