BELO HORIZONTE — O empresário Alex Coelho Diniz (PL), primeiro suplente do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos), foi acusado pelo prefeito de Governador Valadares, Coronel Sandro (PL), de envolvimento em uma tentativa de corrupção no transporte escolar e de articular sua retirada do cargo. A declaração foi dada em 23 de abril, durante depoimento em um processo que investiga possíveis irregularidades no serviço municipal.
Diniz negou a acusação e afirmou que ela é uma cortina de fumaça. O empresário também disse ter um processo contra o prefeito por difamação. Os dois foram aliados na eleição municipal de 2024, vencida por Coronel Sandro com 52,95% dos votos, mas romperam em março deste ano.
“Fui apoiador, mas, na hora que vi as coisas erradas, fui o primeiro a sair de perto dele”, afirmou Diniz.
Processo contra o prefeito
A Comissão Processante da Câmara de Governador Valadares aprovou por unanimidade, nesta sexta-feira (8/5), o parecer final do relator Lei do Mãe de Deus pelo prosseguimento de uma denúncia que pode resultar no impeachment de Coronel Sandro. O documento ainda será submetido ao plenário, em sessão extraordinária a ser convocada pela Mesa Diretora.
O prefeito acusa o presidente da comissão, vereador Amaral do Povo (Avante), de ter oferecido R$ 200 mil em dinheiro e um carro de R$ 100 mil para que fosse elaborado um relatório favorável à sua cassação. Coronel Sandro também afirmou que pretende apresentar representação criminal, representação por improbidade, pedido de afastamento cautelar dos vereadores e pedido de prisão contra o presidente da comissão.
“Esse trabalho da comissão, na nossa avaliação jurídica está todo corrompido desde o início”, declarou o prefeito. Ele também informou que ingressará com ações anulatórias contra o trabalho do colegiado.
Após a votação, Coronel Sandro foi ao Ministério Público, mas, como o expediente estava terminando, foi orientado a retornar na segunda-feira (11/5).
Diniz pode assumir a vaga de Cleitinho em Brasília caso o senador seja eleito governador de Minas Gerais no pleito deste ano. Irmão do deputado federal Hercílio Coelho Diniz (MDB-MG), o empresário era filiado ao Republicanos e vice-presidente do partido em Minas quando divergiu da legenda e não declarou apoio a Renato do Samaritano, então correligionário, na disputa pela prefeitura. Depois, deixou o partido e se filiou ao Partido Liberal.


