A atuação do senador Cleitinho Azevedo (Republicanos) é criticada pela falta de manifestação imediata diante da investigação da Polícia Federal contra Euclydes Pettersen, deputado federal, presidente do Republicanos em Minas Gerais e aliado político do parlamentar. O caso está relacionado à Operação Sem Desconto, que apura descontos irregulares em pagamentos de aposentados e pensionistas do INSS.
Pettersen foi alvo de mandado de busca e apreensão emitido pelo STF. A Polícia Federal investiga a suspeita de que ele tenha recebido mais de 14 milhões de reais por uma suposta atuação junto a entidades da Conafer envolvidas nos descontos. O deputado é investigado, e o texto ressalta que ele tem direito ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório.
A crítica a Cleitinho parte da comparação entre sua postura habitual nas redes sociais e a reação ao caso envolvendo um correligionário. O senador é descrito como um político que costuma fiscalizar o governo federal, explorar temas de grande repercussão e publicar vídeos de tom combativo, mas que não teria se pronunciado sobre a ação contra Pettersen durante a maior parte do dia 13/11.
A resposta do senador
Enquanto jornalistas buscavam uma manifestação, Cleitinho permaneceu em silêncio por horas. A única declaração mencionada foi publicada no final da tarde: “Ele é preside o Republicanos em Minas (…) O princípio é o da investigação pública. Agora tem que esclarecer. Que se investigue tudo”.
A avaliação apresentada é que essa resposta foi insuficiente diante da gravidade das acusações e destoou do comportamento atribuído ao senador quando os investigados são adversários políticos. O texto também relaciona o episódio à possível pretensão de Cleitinho de disputar o governo de Minas Gerais em 2026, apontando que a atuação no Executivo exigiria mais do que denúncias e vídeos nas redes sociais.
A trajetória política do senador é apresentada com uma combinação de reconhecimento e crítica. De um lado, há o registro de sua fidelidade ao eleitorado. De outro, questiona-se a profundidade de sua atuação legislativa e sua capacidade de propor soluções para problemas públicos.
O ponto central da reprimenda é a acusação de duplo padrão: cobrar esclarecimentos de adversários e adotar uma postura cautelosa quando a investigação alcança um aliado próximo. A defesa de uma apuração completa aparece como o mínimo esperado, sem antecipação de culpa contra Pettersen, mas também sem o silêncio que marcou a reação inicial de Cleitinho.


