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Apuração interna no Hugo ocorre após vídeos sobre cozinha e afastamento de trabalhadora

Funcionários dizem que celulares foram recolhidos em reunião e que houve questionamentos sobre a autoria de vídeos das condições da cozinha.

Apuração interna no Hugo ocorre após vídeos sobre cozinha e afastamento de trabalhadora

Uma empresa terceirizada responsável pela alimentação do Hospital Estadual de Urgências de Goiás (Hugo) iniciou uma apuração interna depois que um novo vídeo, gravado dentro da cozinha, passou a circular. Trabalhadores relatam que a investigação foi acompanhada por afastamentos, recolhimento de celulares e ameaças de demissão por justa causa para quem fosse apontado como responsável pelas denúncias.

A movimentação começou após trabalhadores serem chamados para uma reunião de urgência no sábado (19/9). Cerca de 15 pessoas participaram do encontro. Os celulares foram recolhidos antes da entrada no espaço da reunião, segundo os relatos, e a ausência de outros funcionários da cozinha chamou a atenção dos presentes. Depois, parte da equipe teria sido afastada sem explicação apresentada aos colegas.

Durante o expediente, funcionários também teriam sido procurados pelo setor de Recursos Humanos e questionados sobre a voz atribuída a uma colaboradora. Eles afirmam que não foram apresentadas provas de que a voz pertencia à trabalhadora e que o vídeo não foi exibido. Os envolvidos negaram saber da existência do material.

Afastamento e análise das câmeras

De acordo com os relatos, o RH informou que as imagens das câmeras de segurança seriam examinadas para identificar quem fez a gravação. Uma colaboradora foi orientada a deixar o hospital pela porta dos fundos e comunicada de que permaneceria afastada por tempo indeterminado, até a conclusão da apuração. Depois dessa etapa, a empresa decidiria entre o retorno às atividades e o desligamento.

Os trabalhadores ouvidos não quiseram se identificar por medo de novas medidas. Eles afirmam que foram questionados sobre vídeos que mostravam as condições do ambiente. As denúncias anteriores mencionavam problemas de higiene, falta de equipamentos de proteção individual e alimentos que estariam chegando em condições inadequadas.

A empresa terceirizada mantém a equipe da cozinha e do refeitório do Hugo. O hospital e a prestadora foram questionados sobre a reunião, o recolhimento dos celulares, os afastamentos, as ameaças de demissão por justa causa e a investigação do vídeo. Trabalhadores disseram ter se sentido constrangidos e cogitam buscar orientação junto ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e a advogados. Para eles, “buscar melhores condições no ambiente de trabalho não deveria ser motivo para sofrer consequências.”

Em nota anterior, o HUGO afirmou não haver registro técnico ou evidência laboratorial de condições inadequadas na cozinha nem de relação entre o local e episódios de intoxicação alimentar. O hospital declarou ainda que os colaboradores recebem EPIs adequados e que os equipamentos passam por verificações e manutenção.

A Atami Alimentos, responsável pelo serviço, foi procurada pelo único contato disponibilizado, mas não atendeu nem respondeu às mensagens até a publicação. Não havia posicionamento oficial sobre as novas denúncias.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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