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Tecnologia robótica muda a rotina dos centros cirúrgicos e apoia médicos

Sistemas ampliam imagens, filtram tremores e podem reduzir traumas para pacientes, além de apoiar a formação e a permanência de cirurgiões na profissão.

Tecnologia robótica muda a rotina dos centros cirúrgicos e apoia médicos

A cirurgia robótica já é utilizada em centros cirúrgicos no Brasil para apoiar procedimentos minimamente invasivos, com recursos que ampliam a visão do médico, aumentam a precisão dos movimentos e melhoram a ergonomia. Há 180 sistemas Da Vinci instalados no país, dos quais 15 estão em instituições públicas, hospitais das Forças Armadas ou organizações privadas que atendem integralmente o SUS.

Os equipamentos não atuam de forma autônoma. O cirurgião comanda os braços robóticos a partir de um console, que exibe imagens tridimensionais e ampliadas da região operada. Dentro do corpo do paciente, os instrumentos reproduzem os movimentos do profissional, com mobilidade superior à da mão humana e filtragem de tremores.

Impactos para pacientes e equipes

Para o paciente, a técnica pode resultar em incisões menores, menor manipulação dos tecidos e menos dor. Também pode reduzir a necessidade de transfusões, o risco de infecção e outras complicações, além de diminuir o tempo de internação e acelerar a retomada da rotina. Esses benefícios tendem a ser maiores em procedimentos mais complexos.

Durante a operação, a equipe acompanha o procedimento por um monitor no módulo que conecta o console aos braços do robô. Outros médicos podem observar a cirurgia à distância e orientar o cirurgião por áudio, mas não conseguem interferir remotamente no procedimento.

A tecnologia também pode ser usada antes e depois da operação. No planejamento, ferramentas tridimensionais permitem simulações baseadas na lesão do paciente. Durante a cirurgia, a plataforma combina imagens de exames com o campo de visão do médico, aplica marcadores com inteligência artificial e mede distâncias digitalmente. Depois, produz relatórios de desempenho que apontam oportunidades de aperfeiçoamento.

Sérgio Lima, diretor executivo da unidade de robótica da Strattner, afirma que o sistema pode permitir a continuidade da atividade profissional por médicos mais velhos. “A gente vê cirurgiões com mais de 75 anos fazendo cirurgias robóticas”, diz. A Strattner vende no Brasil os robôs da linha Da Vinci, fabricados pela americana Intuitive.

Formação e áreas de maior uso

A plataforma também pode acelerar a qualificação de profissionais mais jovens, ao oferecer recursos para o aprendizado e o domínio de técnicas. Lima ressalta que esse resultado depende do interesse do médico em seu próprio desenvolvimento.

O treinamento para uso dos robôs inclui uma etapa teórica, 40 horas de simulação, observação de 10 a 20 cirurgias, prática com o equipamento e exercícios em animais. Em tese, médicos de qualquer especialidade atendida pelo sistema podem aprender a operar a plataforma.

A urologia concentra a maior parte dos procedimentos robóticos, especialmente as cirurgias de próstata, que representam mais da metade do total. Também há crescimento nas operações de hérnia, endometriose e, mais recentemente, em cirurgias cardíacas.

A indicação ocorre principalmente em operações de tecidos moles. Não existe uma regra única de contraindicação: a escolha entre a robótica e outras técnicas depende da avaliação clínica, da experiência da equipe e do cirurgião. Em alguns casos, os métodos convencionais podem ser considerados mais adequados.

Custos e próximos recursos

Os instrumentos robóticos acrescentam entre R$ 7 mil e R$ 15 mil ao custo de um procedimento convencional. Para avaliar o custo total, porém, também devem ser considerados internação, medicamentos, transfusões, complicações, infecções e readmissões. Na avaliação de Lima, a relação custo-benefício pode ser melhor quando todo o tratamento é levado em conta.

Os robôs custam de US$ 1 milhão, nos modelos de entrada, a US$ 3,5 milhões, nas configurações mais completas. A manutenção anual varia de US$ 150 mil a US$ 220 mil, enquanto os insumos por procedimento ficam entre US$ 1.200 e US$ 2.200.

A expectativa é que, no futuro, a inteligência artificial possa orientar o cirurgião durante a operação. A decisão final sobre os movimentos do robô, contudo, continuará sob responsabilidade do profissional.

Texto produzido pela Redação Vozes da Cena com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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